sábado, 3 de junho de 2006

Bater no Ceguinho!

Só para lembrar!...
“Uma vez que se trata de uma lei orgânica, a Constituição exige a maioria de dois terços dos deputados presentes para a confirmação dos diplomas (depois de vetados pelo Presidente da República). Ou seja, não bastam os votos do PS e do Bloco de Esquerda para aprovar a lei.”
Portugal Diário 2-6-2006
Em relação à elevação de Canas de Senhorim a Município era sempre necessário o voto favorável do PS, depois do veto do Aldra!...


edit 6-6-2006 (resposta ao soda cáustica)
Artº 164
n) Criação, extinção e modificação de autarquias locais e respectivo regime, sem prejuízo dos poderes das regiões autónomas;

artº 166
2. Revestem a forma de lei orgânica os actos previstos nas alíneas a) a f), h), j), primeira parte da alínea l), q) e t) do artigo 164.º e no artigo 255.º. (logo não a n))

Bastam estes!...
Em 1º nem sei porque lhe estou a responder, mas, aqui vai!...
Uma lei que cria um município é diferente de uma que regulamenta sua criação!
Relembro-lhe que a Lei vetada pelo Aldra foi a segunda. A lei que decretava a elevação de Canas de Senhorim à categoria de Município nunca foi apresentada para promulgação ao Presidente da República porque a Lei-Quadro (a sua modificação) foi vetada.
Segundo um Deputado do PS, confirmado por outro do PSD uma lei-quadro necessita de maioria para ser aprovada (como todas as outras), mas obriga a uma nova votação qualificada caso o presidente vete… O Lei “normal”, depois de vetada, necessita de maioria absoluta para obrigar o Presidente à promulgação… Uma Lei-orgânica para ser aprovada funciona, com algumas diferenças, da mesma maneira que a alteração à Constituição… Em grosso modo, a maioria qualificada é obrigada logo a quando da 1ª votação na Assembleia da República!...
Esta é a verdade!...
Pode dizer que a maioria CDS/PSD poderiam alterar ligeiramente a lei e votá-la de novo como 1ª votação, não o fez porque a vontade era pouca, ou nenhuma, por parte dos deputados destes partidos… Poderiam ter utilizado o método do PS, a quando da aprovação dos concelhos anteriores, de alterarem temporariamente a Lei-quadro para passarem as leis da criação de municípios com o consentimento do Aldra!...
Não queira interpretar a constituição, pois isso até o tribunal constitucional tem dificuldades!...

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Eu enfiava-lhes era um tiro nos cornos!...

O texto seguinte foi retirado do Blogue Bananas da República do meu amiglo Mac Adriano! Considero-o um grito de alma que pode eriçar muita gente, principalmente as alas “Luminária”, “Rosa” e “anti-facista”que frequenta o meu blogue

Muita gente deve ter visto a reportagem de anteontem (terça-feira) na RTP e subsequente debate sobre a escola pública em Portugal. Entre os convidados, estava o cínico, hipócrita, incompetente, verborreico e imbecil secretário de Estado Jorge Pedreira (acho que é este o nome da besta) que, num discurso que nos trouxe mais do mesmo, não disse absolutamente nada que se aproveitasse, como já é apanágio de quase todos os membros deste governo. A única coisa de concreto que deu para perceber no seu discurso é que é um mentiroso compulsivo (tem boa escola, “socrática”). Quando lhe perguntaram se sabia que aconteciam coisas daquelas na escola, disse que não sabia. No entanto, poucos minutos depois, afirmou saber que aquilo que aparecia nas imagens era uma excepção. Fiquei elucidado: não sabia que aquilo acontecia, mas sabe que é uma excepção. E nós somos todos atrasados mentais, não?


O tipo de linguagem aqui utilizado é o indicado para estes palhaços do governo (e é pena que o Blogger não me deixe pôr imagens há mais de 12 horas, que tinha uma bem bonita e desrespeitadora do palhaço do secretário Jorge Pedreira). Quem quiser ser respeitado, tem que se dar ao respeito, e não é o caso dos membros deste governo. Não são só os professores que se têm que sentir indignados perante isto. Eu, como pai, também estou indignado e, mais do que isso, revoltado. Um governo que anda tão preocupado com os professores e que faz orelhas moucas a estas situações de delinquência dentro da escola, é um governo de criminosos. Disto é que eu tenho medo quando a minha filha for para a escola pública porque, se calhar, ao contrário dos estúpidos ministros e secretários de Estado, não terei dinheiro para a pôr a estudar num colégio privado, onde não entra esta ralé. E, nesta situação, que me interessa a mim se o professor sabe ensinar ou não, se professor nenhum consegue ensinar seja o que for num ambiente destes?

Não é preciso ser professor para se saber que isto acontece. Já o vi na rua. Já vi, embora ao longe, uma mulher ser apalpada por um delinquentezinho destes. Já vi, numa praia, uma mulher em top-less a ser molestada por uma cambada de fedelhos. Já vi demais. Já vi muitas coisas que estes cabrões destes governantes nunca viram porque andam sempre bem resguardados. Já vi o suficiente para, à primeira vez que isso aconteça com a minha mulher ou com a minha filha, mandar o sacana (tenha ele a idade que tiver) para o hospital com uma paulada na cabeça. A violência gera mais violência. Eu também estou a ficar violento, que é a única forma de proteger os meus. Não tenho guarda-costas nem muito dinheiro para proteger a minha família disto. Quanto aos polícias, tal como acontece com os professores, não os deixam fazer o seu trabalho. Quando a minha filha tiver que ir para a escola, talvez um dia eu entre por lá sem pedir licença a ninguém e corra eu com os delinquentes todos a pontapé e a soco. Não quero avaliar os professores, quero é estes criminosos fora da escola, já! E quero, na rua, os polícias a atirar a matar sobre os criminosos. É que, se a democracia é isto, puta que a pariu!

Arde e aperta!...

O Mac Adriano, no seu Blogue, explana uma problemática interessante, comparando humoristicamente valores existentes entre Espanha e Portugal!...

Ontem, na Rádio Renascença, duas “almas” analisavam algo (que eu não sei bem o quê, já que ouvi apenas os 10 minutos finais) e terminaram admirados com o facto de haverem pessoas em Portugal que vivem com 230€ por mês… Não entendem como é possível!...
Depois, li o blogue do LFM, onde ele transcreveu um texto de outro que analisava (humoristicamente, por ventura, até ofensivo) as palavras do ministro das finanças sobre as palavras de sua mãe!...
- O que arde cura e o que entala segura.
Se bem que o ministro usou a palavra “aperta” em vez de “entala”, a “coisa” vai dar ao mesmo!...
Neste país o que arde não cura, ao contrário do provérbio!... Ardem as matas e fica o património ao Deus dará… Ardeu!... O dinheiro arde na minha carteira com IVA a 21%, Impostos Municipais, IRS, Segurança Social, Imposto sobre os produtos petrolíferos e demais derramas… Mas se “ardesse” para, como nas florestas australianas, voltar tudo a nascer melhor, Portugal voltar a ser grande…
Arde que se farta, mas ainda vai arder mais… E mais, e mais até à esterilização!
Depois aperta (ou entala)… O pessoal vai apertando, quando estou com cólicas é difícil apertar, e se a “casinha” está longe!... O pessoal vai apertando, porque os cintos podem ter os buracos que se entender, mas o sangue é que pode deixar de correr nas pernas… E, deitados num caixão as calças não caem…
Quanto à versão “entala”, diria que, como canense, já estou habituado… Andei a ser entalado por um tal de Zé Colmeia durante 20 anos sem vaselina… Ando a ser entalado à meio ano por uma tal Curandeira (mas agora é com vaselina)… Por isso, entalem-me… E também já percebi que não vale a pena berrar… Mas vou berrar na mesma!...
Porque podem foder-me a carteira, mas, a minha consolação, é foder-vos os ouvidos…
Como sou canense, sei que isto em Portugal vai melhorar, tal como Canas de Senhorim irá ser Município… Não sei quando, nem como, mas vai!... Entre mortos, feridos e deserções alguém se há-de salvar!

Os Cavaleiros Vilãos


Eram cavaleiros designados pelo concelho para combater nas hostes em nome do Rei. Podiam pertencer a várias classes sociais, mas eram sempre homens livres.

Tinham que ter os bens suficientes que lhes permitissem possuir cavalo para prestação de serviço militar (o fossado). Com D. Duarte, o montante que o cavaleiro-vilão deveria possuir foi fixado em marcos de prata.

Tinham como privilégio a isenção do pagamento da jugada, se possuíssem todas as armas; nalguns concelhos estavam isentos de aposentadoria; não eram penhorados nem citados a não ser pelo porteiro. Tinham direito a «reforma» depois dos 60 anos, recebendo então «carta de cavaleiro pousado», mantendo os mesmos privilégios que em serviço.

Eram obrigados à anúduva, dirigindo a cavalo o trabalho dos peões. Nos concelhos são os homens-bons, que aparecem nos documentos medievais e em cortes representam a classe popular. Só depois de 1385 o poder do cavaleiro-vilão diminuiu com a entrada dos mesteirais nas assembleias camarárias.

terça-feira, 30 de maio de 2006

Ainda os professores

Existe em Portugal, num misto de informação e opinião, pessoas que tentam propositadamente, digo eu, deitar areia para os olhos do comum cidadão!... Fazem-no para defender uma reforma, uma nova lei ou directiva…

Em relação aos professores o que agora se diz é:
- Quem tem medo de ser avaliado? (Vital Moreira, aqui)
É claro que devem existir professores que terão medo de ser avaliados, é claro que toda a função pública deve ser avaliada com parâmetros claros que visem um melhor serviço público… A função pública tem de deixar de ser sinónimo de preguiça e mau serviço!... E, sim, Dr. Vital Moreira, os sindicatos não ajudam nada!...
Mas eu ainda não ouvi ninguém estar contra a avaliação, mas contra os parâmetros de avaliação…

Como Mac Adriano diz no seu Blog:
“o governo já declarou as suas intenções: mantém o que está mal no processo actual de avaliação, e ainda acrescenta algo de muito pior. O que já está mal e se mantém é a auto-avaliação, que não é mais do que o próprio professor ter que andar a desperdiçar tempo precioso na elaboração de estúpidos relatórios onde, através de uma burocrática verborreia, explica que conseguiu fazer o seu trabalho; outra estupidez que se mantém é a de os resultados dos alunos terem influência na avaliação dos professores, o que leva necessariamente a que muitos professores, por terem medo de ser mal avaliados e porque a burocracia a que são obrigados aumenta no caso de terem que reprovar alunos, optem por aprovar péssimos alunos que não mereciam outra coisa a não ser a reprovação. Em resumo, o sistema oferece a passagem de ano a alunos que deviam era estar numa casa de correcção.”

Se eu fosse professor, teria medo de ser avaliado pelos pais!... Um professor de uma qualquer Universidade deve ser avaliado pelos alunos (já que têm mais de 18 anos!)
Os professores querem ser avaliados, pelo menos os que conheço… Os professores, mais novos (e não só), com novas metodologias de ensino, vontade e até “queda para a coisa” querem subir pelo seu mérito e ganhar mais dinheiro do que aqueles que vão debitar “matéria” para dentro de uma sala de aula…
Uma Ordem dos Professores, acabava com essa “coisa” de entrada por nota final de curso, que é realmente uma injustiça… E os professores até concordam!...
Ataca-se com argumentos que todos concordam para tapar a estupidez que é um professor ser avaliado por um pai…
Sr. Vital Moreira, os sindicatos não representam todos os professores… Nem sequer a maioria!...
Vem a ministra dizer que a culpa do que está mal no ensino são os professores!... Também serão! Mas a maior cota de responsabilidade, e de longe, vai direitinha para o Ministério da Educação… O ensino está como está por causa da Srª Ministra e outros que tais que se sentaram na sua cadeira!...
Não pode haver turmas com menos de 20 alunos, quando toda a gente sabe que 16 é o número ideal para teóricas e 12 para laboratórios e aulas equiparadas… Quer a ministra dizer que um professor pode dar uma aula prática de química a 30 alunos? Quer a ministra dizer que poderá um professor de matemática dar um exercício com um grau de dificuldade alto e acompanhar os 30 alunos que o estão a fazer? Deverão continuar disciplinas como a área escola com um peso excessivo e diminuirmos as áreas como a química, física ou biologia? Poderão alunos com 7 negativas passar de ano por decreto? Não deverão os professores que tiram mestrados, pós-graduações e doutoramentos na sua área de ensino e subirem na carreira por isso?
Srª Ministra, também há médicos maus… Que não ligam aos seus doentes! Sabia?
Caiem pontes, casas e empreendimentos logo os engenheiros portugueses não valem nada?
Bem, sou mais do Sporting que português!

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Só eu sei...

Ontem estive num almoço de “lagartixas”!... Devo-vos dizer que foi uma honra ouvir o grande Fernando Mamede e um homem de seu nome Dinis (de Leiria) que sabe mais de “verdagem” que todos os outros 3500 milhões juntos…
Uma das suas frases marcou-me:
- Tenho mais orgulho em ser do Sporting que ser Português!...
Eu, apesar de ser Benfiquista, respondi-lhe para os meus botões:
- Até eu!...
Sim, até eu sou mais do Sporting que português… Lá terei o amigo @_Drix_ a chamar-me facistas, mas é o que sinto!... Desculpem!... Para já sou do Glorioso!...

Depois de ler isto, do amiglo @Mac Adriano apraz-me dizer o seguinte:

Sempre fui um dos críticos dos professores!... Salvo poucas excepções, trabalhavam pouco, tinham demasiadas férias, tinham demasiados direitos e viviam com a faca e o queijo na mão, visto os conselhos executivos serem liderados por “colegas”… Mas isto por culpa deles!...
Bem sei, porque até sou casado com uma, que em casa estão até de madrugada a preparar aulas, corrigir testes ou fazer grelhas de avaliação… Porque não fazem tudo isto no local de trabalho? Não há espaços físicos? Não há computadores? Não há condições? Azar!... Dos alunos…
Porque tenho eu de deixar de jogar um “Age of Empire” porque a minha “mais que tudo” está a usar o nosso portátil para fazer um teste? Porque tenho eu que financiar com tinteiros e folhas de acetato aulas da responsabilidade do estado? Porque tem de sair meu orçamento familiar as fotocópias para teste formativos?
Em minha casa isso vai acabar!... Azar!... Dos alunos…
A taxa de reprovações e desistências nos primeiros anos de faculdade é das mais altas da Europa!... Pois, passa toda a gente!...
Um ano dei explicações de matemática a dois meninos do 12º ano, dei-lhes um teste do meu 12º ano para fazerem em casa como TPC… Eles foram mostrá-lo a professora que disse-lhes que era de um nível muito elevado!... Como não me consta que no ensino superior se tenha baixado o “nível” o que é que os alunos andam a fazer no secundário? O importante é passar! Não se chateia a escola, o professor, os pais, os alunos e o estado fica todo contente com a taxa de sucesso escolar… Na realidade, todos ganham… Menos o país!...
Desculpem, mas vão mas à merda mais essas teorias!
Amigos, vocês estão-me a ver a ir para uma reunião avaliar o professor de Português da minha filha? Eu? Um exemplo de como não se escreve e fala em português?
- A sua filha não sabe o que é um adjectivo!
E eu vou responder:
- Quero lá saber do adjectivo você vai dar-lhe um 5 ou não dá mais aulas na sua vida!...
Ou, já agora, estar num julgamento por ter sido apanhado por um polícia dentro de uma localidade a 150 Km/h, direi:
- Sr. Juiz, se gosta de estar aí sentadinho absolva-me e mande o polícia para a prisão!... Isto, se gosta da sua profissão!

Por isso vos digo (desculpa lá @_Drix_):
- Sou mais do Sporting que português!
Pelo menos enquanto ser português andar muito próximo do surreal!...

sábado, 27 de maio de 2006

Resposta

è incrível o que os € fazem nas pessoas!
Já se esqueceram das lutas (algumas ainda hoje se mantêm) contra a poluição provocadas pelas minas da Urgeiriça e pelos fornos eléctricos? Já se esqueceram dos índices de radioactividade que temos nas nossas terras? Já se esqueceram das elevadas taxas de cancro existentes e que estão directamente relacionados com os elevados índices de poluição da zona?
Ainda não leram as novas indicações da Comunidade Europeia, que dizem que aposta deverá ser feita nas energias renováveis?
Não sabem que somos o pais da Europa com melhores condições de exploração de energias renováveis?
À já algum tempo que leio este blogue e por vezes muitas me ri com tanta “asneira”, no enquanto este é um assunto que não diz respeito não só à CANADA mas a todos aqueles que tem que levar com a CANADA e com a sede de Euros dos mesmos.
Se os avós Canenses desconheciam as consequências quando lhe acenaram com uns vinténs para deixarem implantar os F. Eléctricos e as Minas. Isso não acontece hoje (ou talvez aconteça com aqueles que tem os olhos tapados pelos EUROS) a informação esta disponível para todos.
Pensem nos vossos filhos e netos e na qualidade de vida que lhes querem proporcionar.
Ps: Parabéns anjo-negro, haja alguém de olhos destapados pelos euros...

Depois deste violento ataque do @Lapense convém, no que me diz respeito, esclarecer o seguinte:
1 – Canas de Senhorim não tem as condições para ter uma Central Nuclear (teria para centrais da 3ª geração, mas isso é ainda mais inatingível)
2 - Canas de Senhorim só foi falada para exploração de urânio e deposição de resíduos, mas não foi por ninguém desta bela localidade
3 – Eu sou a favor do nuclear como mais uma forma de abstenção de energia (que, em centrais da 3ª geração, além da energia eléctrica produz hidrogénio em grandes quantidades, outra forma de energia que substitui directamente o combustível automóvel). Mais digo que sou favorável às incineradoras (co-incineração), bio combustível, das energias renováveis!...
4 – A CPFE e a ENU foram âncoras de Canas de Senhorim, fazem parte da sua identidade. Não é de bom-tom cuspir no prato que tanto e tão bem nos alimentou!
5 – Quanto ao ambiente, quem comeu a carne que coma os ossos… A pergunta é: quem e que comeu a carne?
6 – Não sei que € alguém tem a ganhar só por concordar com o nuclear!

Pergunta retórica! (V)

“Ex-líbris termal da Beira Alta é a estância termal das caldas da Felgueira, aqui na freguesia de Nelas. É das mais frequentadas do País, acolhendo anualmente muitas centenas de aquistas.”

Depois de ler isto no sítio da câmara municipal de asnelas, pergunto:
As Caldas da Felgueira são da freguesia de asnelas? Isso aconteceu quando os terrenos onde está estalada a Borgestena passaram da freguesia de Canas para asnelas? Ou foi quando os terrenos da zona industrial de asnelas passaram de Senhorim para a freguesia sede de município? Ou foi quando a estação da Vila passou a chamar-se Canas de Senhorim quando era Canas-Felgueira? Ou foi quando a placa limitadora de localidade da Lapa do Lobo sofreu a sua 1234ª alteração, entrando por Canas a dentro?

Pergunta retórica! (IV)

Num município, em que se faz um colóquio sobre o futuro do Carnaval de asnelas, em que são convidados oradores representantes dos Carnavais de Ovar e Torres Vedras, sendo um concelho uno, porque o Carnaval de Canas não é convidado? Sim! Qual é o futuro do Carnaval de asnelas? Será o dinheiro? Será que não tem futuro? Ou, simplesmente, a opinião do Carnaval não oficial do concelho uno, não interessa?

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Onde é que eu já ouvi isto?

A realização do II Congresso da Cidade, em Coimbra, no fim-de-semana passado, veio revalidar e emprestar novo fôlego à experiência de participação política que vem tendo lugar desde há vários anos naquela cidade. Trata-se de uma boa oportunidade para reflectir sobre as virtualidades e limitações dos mecanismos espontâneos de intervenção cívica que, sobretudo a nível local, têm sido utilizados para aprofundar e enriquecer a democracia representativa.
Em 2001, o primeiro Congresso da Cidade veio estabelecer um novo patamar na reflexão colectiva e na intervenção cívica na vida da cidade e do município de Coimbra. A aprovação nesse congresso da Carta Constitucional da cidade introduziu um elemento inovador na concepção e organização das formas de "democracia participativa" a nível local. A criação de um "conselho da cidade", um organismo permanente constituído por membros eleitos no Congresso e por representantes das organizações sociais aderentes, proporcionou não só visibilidade pública à iniciativa mas também os meios para ela se poder concretizar.
O caso de Coimbra sobressai entre as diversas experiências de participação política a nível local que têm aparecido entre nós nos últimos anos, que representam um evidente eco, se bem que em versões muito "light", do movimento em prol da democracia participativa a nível local por esse mundo fora. É fácil ver que, embora sem ter podido corresponder às grandes ambições iniciais (como quase sempre...), a experiência coimbrã representou, ainda assim, uma iniciativa assaz positiva, mostrando que é possível organizar, com carácter continuado, a intervenção de cidadãos e organizações sociais na reflexão e na fiscalização do governo local.
A participação directa das pessoas e das organizações na gestão pública local, tanto na discussão sobre o governo municipal como na apreciação dos principais instrumentos da gestão urbana (PDM, plano de actividades e orçamento, etc.) e das políticas públicas locais em geral, não constitui somente um meio de aperfeiçoamento da democracia municipal, mediante o envolvimento cívico e a fiscalização e responsabilização política dos órgãos oficiais do poder local. É também um meio privilegiado de construção da identidade colectiva e de coesão social e territorial das comunidades locais, através do debate e da deliberação sobre os problemas da cidade, do desenvolvimento local e do governo municipal.
O desenvolvimento de formas específicas de participação cívica no governo local surge como um dos principais meios de resposta às insuficiências tradicionais da democracia representativa e à "crise de representação" por que ela vem passando, traduzida no crescimento da abstenção, da indiferença e da desconfiança política. Oriundo do Brasil, sobretudo através do processo do "orçamento participativo" de Porto Alegre, este movimento de "democratização da democracia" (como já foi certeiramente qualificado) tem-se estendido por outros continentes, incluindo a Europa.
Com efeito, a democracia não se esgota na democracia representativa, que tem a sua essência nos mecanismos eleitorais e na representação política. Para além desse 1.º pilar fundamental, há mais duas dimensões na organização democrática moderna. O 2.º pilar é constituído pelos dispositivos da democracia directa, pelos quais os cidadãos são chamados a pronunciar-se directamente sobre questões políticas ou a intervir na aprovação das leis e das decisões políticas. Os seus instrumentos principais são o referendo, a revogação popular de mandatos electivos (figura não existente entre nós) e a iniciativa legislativa popular. O 3.º pilar é o da democracia participativa, que consiste essencialmente na intervenção de organizações sociais na formulação das políticas públicas, seja mediante a participação directa nos órgãos decisórios (por exemplo, representação dos sindicatos e organizações de empregadores nos órgãos de governo da Segurança Social ou de "concertação social") seja mediante a criação de órgãos específicos de participação consultiva e propositiva, como sucede em vários países, entre os quais Portugal, com os conselhos económicos e sociais junto dos parlamentos.
A Constituição de 1976, na sua versão originária, se era ostensivamente hostil à democracia directa, nomeadamente aos referendos, era porém particularmente amistosa em relação à democracia participativa, sendo mesmo caracterizada por uma verdadeira inflação de formas de participação dos interessados nas instituições públicas, desde a Segurança Social às escolas, desde a legislação do trabalho ao ordenamento territorial. No plano local, a Constituição dava guarida, embora em termos muito limitados, às formas de participação popular geradas no período revolucionário, designadamente as comissões de moradores, a par da criação de conselhos económico-sociais, de representação das organizações de interesses na área económica, social, cultural, etc.
Contudo, à medida que o tempo foi passando, as referidas expressões da participação "externa" no governo local foram definhando, acabando por desaparecer, umas de direito (os conselhos económico-sociais), outras de facto (as comissões de moradores, que continuam inscritas na Constituição, apesar de se terem desvanecido quase por toda a parte). Enquanto isso sucedia, as instituições do governo local iam sendo caracterizadas crescentemente pelos fenómenos da partidarização e do presidencialismo, ambos contribuindo para o estreitamento da vida política local.
O "poder local democrático", que durante muito tempo constituiu um dos motivos de orgulho da novel democracia portuguesa, foi perdendo algum do seu fulgor originário. Não teve nenhuma serventia o reconhecimento do referendo local, logo em 1982, visto que, passado quase um quarto de século, o número de referendos locais realizados é quase nulo. Os órgãos do poder local não morrem de amores pelo referendo e faltam as estruturas locais alternativas que possam dinamizar a reclamação de consultas populares.
De lema democrático, o poder local tornou-se um crescente problema democrático, traduzido no crescimento da abstenção eleitoral, no alheamento cívico em relação ao governo local, no défice de renovação política (o fenómeno dos "dinossáurios" autárquicos), na vulnerabilidade ao populismo e ao clientelismo, no esgotamento do modelo de desenvolvimento local assente nas infra-estruturas e nos equipamentos físicos, no crescimento urbanístico sem rei nem roque. O arrastamento do processo de reforma do sistema de governo local só faz ressaltar o impasse a que se chegou.
Compreende-se por isso o nascimento de um novo movimento favorável à reactivação de mecanismos de democracia participativa, de forma a mobilizar os interesses dos cidadãos pela vida política local, a aumentar o escrutínio público do governo municipal, a promover a participação popular nas políticas públicas, incluindo de sectores populacionais normalmente afastados dos procedimentos da democracia representativa. Como se viu acima, esta "nova geração" de formas de democracia participativa, decididamente apoiadas por organizações internacionais como a OCDE ou o Conselho da Europa, resulta da convergência das experiências pioneiras de participação popular local nascidas em contextos de processos de democratização (como o "orçamento participativo" Brasil) com a "crise da representação" nas democracias representativas tradicionais.
Não existe, é bem sabido, alternativa global à democracia representativa. Mas uma democracia "multimodal" pode ser bem mais fecunda do que uma democracia "monista".

Vital Moreira
(Público, Terça-feira, 23 de Maio de 2006)

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Muito triste!...

Volta Indonésia... Estás perdoada?

Amigos, amigos!...

A GALP, empresa de capitais estatais, que tem gás, gasóleo e gasolina 30% mais caro que em Espanha, que paga chorudos ordenados a ex-futuros-políticos para não fazerem nada, concorreu para explorar petróleo no Mar de Timor!...
Mas as autoridades timorenses acharam melhor dar aos italianos da ENI exploração!...
Lembro-me da quantidade de faxes que mandei à ONU, para intervirem na altura da eleições para a autodeterminação, lembro-me das vigílias feitas um pouco por todo o país, lembro-me da vinda de D. Ximenes Bello e Xanana Gusmão a Portugal logo após a independência em que Lisboa se cobriu de branco… Lembro-me até, que dentro de mim, sentia a necessidade de ajudar, nem que fosse com uma arma nas mãos…

Lá diz o ditado:
Amigos, amigos… Negócios à parte!...

terça-feira, 23 de maio de 2006

O LFM mandou-me o seguinte mail:

Vasco Pulido Valente no Público, 21/05/2006,

Recebi uma carta assinada por três ministros (a sra. Ministra da Cultura, a sra. Ministra da Educação e o sr. ministro Santos Silva), que me convidava para ser membro de uma Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura. Com a carta vinha uma síntese do dito Plano. O papel da Comissão de Honra seria dar o seu "prestígio e aconselhamento à execução do Plano". Por outras palavras, fazer alguma propaganda à coisa, como de resto o dr. Graça Moura, "muito penhorado", já começou a fazer. Propaganda por propaganda, resolvi responder em público que não aceito. Por várias razões. Em primeiro lugar, porque a carta e a "síntese do Plano" estão escritas num português macarrónico e analfabeto (frases sem sentido, erros de sintaxe, impropriedades, redundâncias, por aí fora). Quem escreve assim precisa de ler, e de ler muito, antes de meter o bedelho no que o próximo lê ou não lê.
Em segundo lugar, não aceito por causa do próprio Plano. O fim "essencial" do Plano é "mobilizar toda a sociedade portuguesa para a importância da leitura" (a propósito: como se "mobiliza" alguém "para a importância"?). Parece que as criancinhas do básico e do secundário não lêem, apesar do dinheiro já desperdiçado no ensino e em bibliotecas. Claro que se o Estado proibisse a televisão e o uso do computador (do "Messenger") e do telemóvel, as criancinhas leriam ou pelo menos, leriam mais. Na impossibilidade de tomar uma medida tão drástica, o Estado pretende "criar um ambiente social favorável à leitura", com uma espécie de missionação especializada. A extraordinária estupidez disto não merece comentário.
Em terceiro lugar, não aceito por que o Plano é inútil. Nunca se leu tanto em Portugal. Dan Brown, por exemplo, vendeu 470 000 exemplares, Miguel Sousa Tavares, 240 000, Margarida Rebelo Pinto vende entre 100 e 150 000 e Saramago, mesmo hoje, lá se consegue aguentar. O Estado não gosta da escolha? Uma pena, mas não cabe ao Estado orientar o gosto do bom povo. No interior, não há livrarias? Verdade. Só que a escola e a biblioteca, ainda por cima? orientadas? Não substituem a livraria. E um hiper-mercado, se me permitem a blasfémia, promove a leitura mais do que qualquer imaginável intervenção do Estado.
O Plano Nacional da Leitura não passa de uma fantasia para uns tantos funcionários justificarem a sua injustificável existência e espatifarem milhões, que o Estado extraiu esforçadamente ao contribuinte. Quem não percebe como o país chegou ao que chegou, não precisa de ir mais longe: foi com um número infinito de “?causas nobres?” como esta.
”?Causas nobres?”, na opinião dos srs ministros, convém acrescentar.

Os homens também choram!...

Eu já plantei uma árvore, fiz um filho (filha) e escrevi um livro… Estarei realizado? Já posso “ir desta para melhor”?

O meu livro teve uma edição de 5 exemplares! A distribuição foi gratuita e eu fiquei sem nenhum exemplar… Tinha a romântica ideia de que o disco rígido de um computador é eterno!... Amigos, não é!... Fiquei sem o meu livro!...
Na verdade, tenho tudo escrito num caderno, juntamente com o que o Professor de Programação deu no 1º semestre do 2º ano… Não é a mesma coisa!...
O título era “Os Homens Também Choram” e por supunha uma resposta meramente pessoal à canção dos “The Cure”, “Boys Don’t Cry”!

Mas, esta ridícula introdução, serve para vos falar doutra coisa… De outros homens, que não choram, de escritores de verdadeiros livros!...
São homens que se expõem… Falo-vos de um amigo!...
Mas, se calhar, é melhor não falar e deixar apenas um:
- Força, amigo escritor!

Sob o Signo da Vaidade!...

Sim, LFM, sob o signo da vaidade!...

Como é que num programa de televisão se consegue juntar tanto vaidoso?...
JPP passou todo o programa a perguntar o que é que havia de criticar, se os jornalistas, se o livro, se os lobby’s e eu sei lá que mais!... Ricardo Costa (Irmão do ministro e representante da SIC) tentou defender a imparcialidade da estação de Carnaxide… Não conseguiu!... A SIC é o OCS mais parcial da história portuguesa!... E eu, armando-me em Carrilho, diria que Ricardo Costa faz parte de um lobby de interesses mais ou menos obscuros… Mas, não tenho provas contundentes!... Existe uma luta de centrais de notícias, umas pró esquerda, outras pró direita, umas de interesses imobiliários e muito mais… Imaginem como seriam hoje as notícias caso Santana Lopes estivesse a fazer a mesma política do Eng. Sócrates?...
Rangel apenas mostra uma dor de cotovelo… Esteja descansado, o seu sucessor vai pelo mesmo caminho!
E, por fim, Carrilho!
Acredito que tudo que ele escreve até possa ser verdade… Mas, tristemente, terei de lhe dizer que só critica quando o prejudicam… Que quem trouxe a esposa e filho para a campanha, não foram os OCS, mas a sua campanha…
Poderá pôr numa arena alguém para chamar pessoas ao espectáculo, mas dizer ao touro que o ignore? Não me parece!... Quem está “entre tábuas” arrisca-se a levar umas marradas!...

Mas sim, foi uma feira das vaidades, todos eles são vaidosos e não admitem que também têm defeitos!...

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Pergunta retórica! (III)

Porque se juntam em Lisboa mais de 18000 mulheres para fazerem uma bandeira de apoio a Selecção e 5000 pessoas, também em Lisboa, para ajudar crianças na Tanzânia?

Eu votei!...


Eu gastei 0.60€+IVA

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Ainda a Eurovisão

Forasteiro no Blogue Canas&senhorins disse:

Nota: Espero não ofender mentalidades ou opiniões, mas se o fizer digam que eu retiro! Este é apenas um desabafo meu!!


Ontem com a Eurovisão veio outra vez à baila o Festival da Canção e toda a sua controvérsia. A questão, para quem não sabe, é que as Non Stop (que foram as representantes na Eurovisão) foram quem teve maior número de pontos do júri e por isso atribuíram-lhes 12 pontos pela votação do júri, mas em relação à votação do público, ficaram em 2º Lugar e por isso tiveram 10 pontos da votação do Público.
Outra concorrente, a Vânia Oliveira (Aquela das Delirium e que foi a alguns reality shows da TVI), teve a segunda melhor votação do júri, ficando com 10 pontos deste, mas do Público foi a mais votada por uma grande vantagem, ficando com 12 pontos do público.
Ou seja, no final elas ficaram empatadas.
Nas regras do festival, a votação do júri tem mais peso e por isso ganharam as Non Stop.
Mas aqui entra a grande questão.... Como é que os votos de 5 pessoas podem valer mais que milhares de votos do público... Então para quê deixar o público votar?
O mesmo se pode aplicar a Canas! Como é que a opinião de um Presidente, de uma dúzia do governo e de uma centena de Deputados (Porque não são todos) pode valer mais que a vontade de 3000 pessoas, de um Povo?????
E não me digam que estes governantes representam todos os Portugueses e por isso mais que três mil, porque sabem bem que as coisas não são assim.... Se eles representassem os Portugueses, as coisas provavelmente não estariam como estão...
Canas a Concelho!!!

PS: Em relação à Eurovisão, se representa a música na europa, então a música está mesmo muito mal.... Era cada uma pior que a outra... E as roupas... Nem se falam... Parecia que voltámos uns 20 anos atrás, a imitar as ABBA e as Doce e afins... E afinal, tanta controvérsia e nem passámos a pré-eleminatória....Enfim....

Eurovisão


Já aqui tinha sido informado da participação “especial” da Finlândia no Festival da Canção Eurovisão!... Pensei que seria alguma piada do meu “amiglo” @LFM, mas não!...
Os Lordi, apresentaram-se mesmo no festival deste ano com um música que nada tem a ver com o espírito suave do certame (apresentaram-se mesmo como a foto documenta!)!... Destaco também a Lituânia que apresentaram uma canção (muito fraca diga-se) com o título “We are the winners… of Eurovision”, cantado (?) por 6 (!) homens retirados certamente de algum manicómio da antiga União Soviética… E cantaram em Inglês, para que todos percebessem o seu devaneio!... Perguntaram-lhes na conferência de impressa que eles estavam a brincar com o festival, ao qual eles responderam, cinicamente, que não!
Na verdade, estas duas loucuras foram votadas para passarem à fase seguinte… E se nos for permitido votar na final (se a RTP a transmitir) vou gastar dinheiro para votar nos dois lituanos e finlandeses… Porque, de facto, é preciso levar a “coisa” na brincadeira ou mesmo no “gozo”!... A classificação dos festivais da Eurovisão, nunca espelhou o real valor das canções, mas da conjectura política!...

Uma referência à participação portuguesa:
Meu Deus!... De fato de banho? Mal cantado? Mal dançado?... Porque não seguirem o exemplo dos dois países atrás referidos e, digo eu, apresentarem-se nuas e com um pequeno momento de sexo ao vivo?... Querem apostar que íamos à final?

Touradas


Não gosto de touradas!...
Aprecio, no entanto, quando um forcado pega um touro de frente… Sem objectos!
Comparo as touradas à luta de galos ou de cães, só que, nas touradas, um dos intervenientes activos é um animal racional!... E as lutas de galos e cães (como espectáculo) são ilegais!...
Deveria ser proibida a transmissão via TV generalista, publicidade e imagens (mesmo que informativas) de tortura dos touros!... Para quem ver, só numa praça de touros!...
Mas o problema máximo é que o lobby das touradas “manda” nestas coisas e os defensores dos animais são colocadas imagens de fundamentalismo (o que às vezes até é verdade) esquecendo as verdades irrefutáveis que dizem!...
A bem dizer, num país culturalmente evoluído, os animais irracionais têm direitos… Em Portugal até os dos racionais andam a tirar!...
Sim, hajam touradas, andam a bandarilhar-me há tanto tempo!... Os touros não têm mais direitos que eu!... Mas até deveriam ter!...