terça-feira, 9 de maio de 2006

Este Portugal

http://lusitaniavox.blogspot.com/2006/05/1-grande-encontro-do-desagrado.html

O Blogue Voando sobre um Ninho de Cucos associa-se a este evento do Lusitânia Voz (Este país o Nosso):

unta-te ao 1º Grande Encontro do Desagrado Nacional no Jardim da Praça do Império, junto à fonte (frente ao Mosteiro dos Jerónimos - Belém, Lisboa - pelas 10h30 am ).

Uma conversa de amigos onde cada participante terá 5 minutos para, de viva voz, dizer aos amigos que o ouvem o que de pior sente sobre quem governa este país.

Isto não é uma manifestação. Não é uma concentração. Não é um encontro partidário. Não estamos ligados a qualquer movimento partidário.

A única coisa que nos une é : O FACTO DE ESTARMOS FARTOS.

- Estamos fartos de ter a gasolina mais cara da Europa e num mercado em que a petrolífera que cobra mais aos portugueses é uma empresa com capitais públicos

- Estamos fartos de ter as telecomunicações mais caras da Europa e num mercado em que a operadora que cobra mais aos portugueses é uma empresa com capitais públicos

- Estamos fartos de ver OPAs que não trazem qualquer benefício para o mercado, a não ser preços mais altos, menor concorrência e mais desemprego

- Estamos fartos de ter os carros mais caros da Europa

- Estamos fartos de continuar a pagar portagens enquanto as estradas estão a ser reparadas

- Estamos fartos de ser considerados como os piores condutores da Europa esquecendo que temos as piores estradas da Europa

- Estamos fartos de ter os administradores mais bem pagos do mundo e sermos os trabalhadores mais mal-pagos da Europa

- Estamos fartos de ver as reformas e outros benefícios serem reduzidos para os pequenos pensionistas enquanto centenas de funcionários públicos se reformam todos os meses com milhares de euros de reforma

- Estamos fartos de ver maternidades a encerrar enquanto se gasta dinheiro em exonerações políticas e propaganda para o Governo

- Estamos fartos de ver ministros a empregar os familiares nos ministérios enquanto centenas de milhar de jovens desesperam à procura de emprego

- Estamos fartos de ver ministros (que eram comunistas e agora são socialistas) dizer que deveriamos ser todos espanhóis

- Estamos cansados de ver ministros dizerem que estão cansados

- Estamos fartos de ver serem perdoadas dívidas fiscais e de segurança social aos clubes enquanto milhares de pequenas e médias empresas fecham as portas porque não têm dinheiro para cumprir as suas obrigações (1, 2, 3, 4 )

- Estamos fartos de ver grandes empresários (os mesmos que pedem contenção salarial) e governantes a ludibriar o próprio fisco ou a não cumprir com as suas obrigações fiscais

- Estamos fartos de ver um despesismo interminável com contratações de ex-governantes para administrações de organismos e empresas públicas, enquanto acumulam com salários de deputados e reformas imerecidas (Jorge Coelho , Santana Lopes, António Mexia, Armando Vara, Celeste Cardona, etc etc etc )

- Estamos fartos de ver ex-ministros a serem nomeados para empresas públicas e outros assumirem presidências de conselho de administração de empresas espanholas (que ajudaram a entrar em Portugal), sem se saber bem como ou porquê

- Estamos fartos de ver deputados que são consultores de empresas e que ludibriam o próprio estado, assinando folhas de presença e abandonando o parlamento

- Estamos fartos de ver tribunais que não levam os políticos a julgamento

- Estamos fartos de senhores que dizem que o nuclear é bom para Portugal, enquanto ainda se tem tanto para fazer e investir nas energias alternativas

- Estamos fartos de ver políticos a comentar política na televisão como se nunca tivessem feito parte de governos de Portugal ( Paulo Portas, Jorge Coelho, etc etc )

- Estamos fartos da forma de governo medieval dos partidos do poder (PS, PSD e CDS) e das sociedades e interesses menos públicos que os atravessam (opus dei e maçonaria)

- Estamos fartos de ser a cauda da Europa e....ESTAMOS FARTOS DE ESTAR FARTOS !

Envia a tua inscrição e tema da apresentação (duração máxima de 5 min.) para sebastiao@mail.pt até ao próximo dia 25 de Maio.

E prepara-te para dares voz ao que sentes !

Sublinhamos que este convite não é uma convocatória para qualquer manifestação ou concentração. Este é um encontro de amigos que têm em comum o facto de ESTAREM FARTOS!

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."
Martin Luther King




(p.f. ajuda a divulgar este encontro - obrigado !)

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Existencialismo

Muitas pessoas fazem uma ligação entre a falta de fé ou crenças com ideais existenciais. O existencialismo pouco tem a ver com fé. Segundo Walter Kauffmann, "Certamente, o existencialismo não é uma escola de pensamentos. Os três escritores que sempre aparecem em toda lista de existencialistas - Jaspers, Heidegger e Sartre - não concordam em sua essência. Considerando Rilke, Kafka e Camus, fica claro que a característica essencial compartilhada por todos é o seu individualismo exagerado." Para entender o significado de existencialismo, é preciso entender que a visão americana do existencialismo derivou das obras de três activistas políticos, não puristas intelectuais. A América aprendeu o termo existencialismo depois da II Guerra. O termo foi criado por Jean-Paul Sartre para descrever suas próprias filosofias. Até 1950, o termo era aplicado a várias escolas divergentes de pensamento. Apesar das variações filosóficas, religiosas e ideologias políticas, os conceitos do existencialismo são simples:
- A espécie humana tem livre arbítrio;
- A vida é uma série de escolhas, criando stress;
- Poucas decisões não têm nenhuma consequência negativa;
- Algumas coisas são absurdas ou irracionais, sem explicação;
- Se você toma uma decisão, deve levá-la até o fim.

Além dessa curta lista de conceitos, o termo existencialismo é aplicado amplamente. Até esses conceitos não são universais dentro das obras existencialistas. Blaise Pascal, por exemplo, passou os últimos anos da sua vida escrevendo em apoio da predeterminação. Os homens acham que têm livre arbítrio apenas quando tomam uma decisão.

Para os existencialistas cristãos, a fé defende o indivíduo e guia as decisões com um conjunto rigoroso de regras. Para os ateus, a ironia é a de que não importa o quanto você faça para melhorar a si ou aos outros, você sempre vai se deteriorar e morrer. Muitos existencialistas acreditam que a grande vitória do indivíduo é perceber o absurdo da vida e aceitá-la. Resumindo, você vive uma vida miserável, pela qual você pode ou não ser recompensado por uma força maior. Se essa força existe, por que os homens sofrem? Se não existe, por que não cometer suicídio e encurtar seu sofrimento? Essas questões apenas insinuam a complexidade do pensamento existencialista.

Escolástica

A Escolástica é uma linha dentro da filosofia medieval, de acentos notadamente cristãos, surgida da necessidade de responder às exigências da fé, ensinada pela Igreja, considerada então como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade. Por assim dizer, responsável pela unidade de toda a Europa, que comungava da mesma fé.
A Filosofia que até então possuía traços marcadamente clássicos e helenísticos sofreu influências da cultura judaica e cristã, a partir do século V, quando pensadores cristãos perceberam a necessidade de aprofundar uma fé que estava amadurecendo, numa tentativa de harmonizá-la com as exigências do pensamento filosófico. Alguns temas que antes não faziam parte do universo do pensamento grego, tais como: Providência e Revelação Divina e Criação a partir do nada passaram a fazer parte de temáticas filosóficas. A Escolástica possui uma constante de natureza neoplatônica, que conciliava elementos da filosofia de Platão com valores de ordem espiritual, reinterpretadas pelo Ocidente cristão. E mesmo quando Tomás de Aquino introduz elementos da filosofia de Aristóteles no pensamento escolástico, esta constante neoplatônica ainda é presente.
Basicamente, a questão chave que vai atravessar todo o pensamento escolástico é a harmonização de duas esferas: a fé e a razão. O pensamento de Agostinho, mais conservador, defende uma subordinação maior da razão em relação à fé, por crer que esta venha restaurar a condição decaída da razão humana. Enquanto que a linha de Tomás de Aquino defende uma certa autonomia da razão na obtenção de respostas, por força da inovação do aristotelismo, apesar de em nenhum momento negar tal subordinação da razão à fé.
Para a Escolástica, algumas fontes eram fundamentais no aprofundamento de sua reflexão, por exemplo os filósofos antigos, as Sagradas Escrituras e os Padres da Igreja, autores dos primeiros séculos cristãos que tinham sobre si a autoridade de fé e de santidade.
Os maiores representantes do pensamento escolástico são os pensadores Agostinho de Hipona, nascido no norte da África no fim do século IV e Tomás de Aquino, nascido na Itália do século XIII. Embora seja arriscado dizer que sejam as únicas referências relevantes do período medieval, ambos conseguiram sintetizar questões discutidas através de todo o período: Agostinho enquanto mestre de opinião relevante e autoridade moral e Tomás de Aquino, pelo uso de caminhos mais eficazes na obtenção de respostas até então em aberto.

Iluminismo

O Iluminismo, foi um movimento intelectual surgido na segunda metade do século XVIII (o chamado "século das luzes") que enfatizava a razão e a ciência como formas de explicar o universo. Foi um dos movimentos impulsionadores do capitalismo e da sociedade moderna, que obteve grande dinâmica nos países protestantes e lenta porém gradual influência nos países católicos.
O nome explica-se porque os filósofos da época acreditavam estar a iluminar as mentes das pessoas. É, de certo modo, um pensamento herdeiro da tradição do Renascimento e do Humanismo por defender a valorização do Homem e da Razão. Os iluministas acreditavam que a Razão seria a explicação para todas as coisas no universo, e contrapunham-se à fé.
Immanuel Kant, ele próprio um expoente da filosofia desta época, definiu o Iluminismo assim: "O Iluminismo é a saída do ser humano do estado de não-emancipação em que ele próprio se colocou. Não-emancipação é a incapacidade de fazer uso de sua razão sem recorrer a outros. Tem-se culpa própria na não-emancipação quando ela não advém de falta da razão, mas da falta de decisão e coragem de usar a razão sem as instruções de outrem. Ouse saber"!
Segundo os iluministas, cada pessoa deveria pensar por si própria, e não deixar-se levar por outras ideologias que, apesar de não concordarem, eram forçadas a seguir. Pregavam uma sociedade “livre”, com possibilidades de transição de classes e mais oportunidades iguais para todos. Economicamente, achavam que era da terra e da natureza que deveriam ser extraídas as riquezas dos países. Segundo Adam Smith, cada indivíduo deveria procurar lucro próprio sem escrúpulos, o que, na sua visão, geraria um bem-estar geral na civilização.
Em Portugal, uma figura marcante desta época foi o Marquês de Pombal. Tendo sido embaixador em Londres durante 7 anos (1738-1745), o futuro primeiro-ministro de Portugal ali terá recolhido as referências que marcaram a sua orientação como primeiro responsável político em Portugal. O Marquês de Pombal é um marco na história portuguesa, contrariando o legado histórico feudal e tentando por todos os meios aproximar Portugal do modelo da sociedade inglesa. Entretanto, Portugal mostrou-se por vezes hostil à influência daqueles que em Portugal se chamou pejorativamente de estrangeirados, fato pretensamente relacionado à influência Católica. Também, ao longo do século XVIII, o ambiente cultural português permaneceu pouco dinâmico, fato nada surpreendente num país onde mais de 80% da população era analfabeta.

Cinismo

O Cinismo foi uma corrente filosófica fundada por um discípulo de Sócrates chamado Antístenes de Atenas, por volta de 400 a.C.. Sua filosofia partia do princípio de que a felicidade não depende de nada externo à própria pessoa, ou seja, coisas materiais, reconhecimento alheio e mesmo a preocupação com a saúde, o sofrimento e a morte, nada disso pode trazer a felicidade. Segundo os Cínicos, é justamente a libertação de todas essas coisas que pode trazer a felicidade que, uma vez obtida, nunca mais poderia ser perdida.

O mais importante representante dessa corrente foi um discípulo de Antístenes chamado Diógenes de Sínope. Ele vivia dentro de um barril e possuía apenas sua túnica, um cajado e um embornal de pão. Conta-se que um dia Alexandre Magno parou em frente ao filósofo e ofereceu-lhe, como uma prova do respeito que nutria por ele, a realização de um desejo, qualquer que fosse, caso tivesse algum. Diógenes respondeu: "Desejo apenas que te afastes do meu Sol". Essa resposta ilustra bem o pensamento cínico: Diógenes não desejava nada a mais do que tinha e estava feliz assim (apenas, no momento, gostaria que seu sol fosse desbloqueado). Em outra passagem, quando ainda possuía uma pequena cabaça, que usava para recolher a água que bebia, viu uma criança recolhendo o líquido com as mãos; atirou ao longe o acessório dizendo: " Como fui cego em não perceber o quanto me és supérflua ".

Assim como a preocupação com o próprio sofrimento, a saúde, e a morte, a preocupação com a saúde, a morte e o sofrimento dos outros também era algo do qual os cínicos desejavam libertar-se. Por isso que a palavra cinismo adquiriu a conotação que tem hoje em dia, de indiferença e insensibilidade ao sentir e ao sofrer dos outros.

Valia mais estar calado!

Há muitos anos, no reino dos Céus, Deus desapareceu durante sete
dias.
Tendo-o finalmente encontrado, o Arcanjo Miguel não resistiu a perguntar-lhe:
- Onde esteve?
Deus soltou um profundo suspiro de satisfação e apontou orgulhosamente para baixo, entre as nuvens:
- Olha, meu filho, olha o que estou a fazer!
O Arcanjo Miguel olhou intrigado e perguntou:
- O quê?
Deus respondeu:
-mais um planeta, mas desta vez estou a tentar por lá VIDA!
Chamei-lhe Terra e haver nele um equilíbrio para tudo. Por exemplo, haver uma América do Norte e uma América do Sul. A do Norte ser rica e a do Sul ser pobre, os pólos serão gelados e o equador escaldante, e assim por diante.
E então o Arcanjo Miguel perguntou-lhe:
- E o que aquele pequeno ponto vermelho e verde?
E Deus disse:
- Ahhh! Isso é o Estádio da Luz . Um lugar muito especial. Será o mais belo lugar a face da Terra. As pessoas serão brindadas com futebol do mais fino quilate oferecido pelos melhores praticantes do 'beautiful game', como Simão, Rui Costa, etc... Os jogadores farão os adeptos felizes e os adeptos tratarão os jogadores com reverencia e amor. Nenhum representante do Mal alguma vez entrará neste local que não seja andado para casa de cabeça baixa. O Arcanjo Miguel ficou boquiaberto de espanto e admiração mas depois parecendo refeito exclamou:
- Um momento! Então e o EQUILIBRIO? Disse que haveria um equilíbrio para tudo...
E Deus replicou sorridente:
- Espera até veres os toscos de verde e branco que eu vou pôr ali ao
lado...

sábado, 6 de maio de 2006

Queremos Parir em Santo Tirso

O texto seguinte é meramente uma caricatura!... Uma tentativa de humor negro!...

Com a problemática do fecho das maternidades em Portugal, um cento de novos movimentos tem surgido (gosto especialmente do “Queremos Parir em Santo Tirso”)!...
Escusam de se manifestar, o ministro já tomou a decisão, não volta atrás… Ai se isto fosse em França!...
Mas agora deixei-me criticar, como um pouco por todo o país criticaram Canas de Senhorim e a sua luta…

Essas pessoas não tê mais nada que fazer? Vão mas é trabalhar!... Manifestações? Cabe na cabeça de alguém ter aberta uma maternidade para só lá parirem meia dúzia de crianças? E aquela senhora que veio falar à televisão? Deve ser dona de uma empresa que fornece a maternidade e está a ver a mama a acabar!...
E depois, utilizarem a imagem de uma criança nos cartazes… Isso faz-se?
Esses senhores querem é ir negociar o inegociável a Lisboa e pararem no Rui dos Leitões e comerem à conta dos financiadores (tudo sem factura)… Quem paga o gasóleo? Mandriões!... Arruaceiros! Essa gente merece ficar sem Hospital, médicos… Tirem-lhes tudo!...
E já agora! Quem faz de luís Pinheiro? E onde está o blogue?

Convém que as pessoas se apercebam que os problemas do interior existem, e, além de não terem voz, são humilhados e mal tratados… Tal como Canas!... Os problemas existem!...

Deixem que vos diga!...

Carta aberta ao blogue Canas&Senhorins,

De tempos a tempos a “coisa” descamba!... Dias melhores virão… Como diria o @bancadas…
Mas, eu acho que o problema não será esse!
O blogue dos blogues canenses, sofre de uma mal típico desta bela localidade… Tentando explicar…
Quando criaram este fórum notou-se haver uma preocupação de escolher equilibradamente os comentadores. Não por serem importantes, bem falantes ou intelectuais, mas, simplesmente, por terem uma opinião (mesmo que, como a minha, seja uma real caca)!... O @Sr. Fulano tal teve o papel preponderante nisso. E não o fez inconscientemente… Sei que a mim caberia o papel de informante, qual espião, no coração do MRCCS, com opiniões que seriam sub-repticiamente censuradas pelo Luís Pinheiro… Eu, e também outros, ficaríamos numa da bancadas pró MRCCS!... Contudo, sempre recusei esse “tacho”, a minha opinião, teorias e teoremas só me responsabilizam a mim, são minhas, são por Canas, pelo seu desenvolvimento, pelo seu Município… A minha opinião (de caca talvez!)!
Qualquer blogger é conotado com um dos lados da barricada (ou então é um turista que nos visita e todos logo gritamos Canas a Concelho)…
Se o @Bancadas faz uma crítica ao MRCCS logo vêm os pró-Movimento tratar mal o homem… O que ele diz não interessa muito… Criticou o Luís, tem de “levar nos cornos”… E, se calhar, o @bancadas até tem razão!...
Se o Sr. Fulano Tal fala que agora é difícil a Assembleia da República aprovar o nosso Município, logo vêm os mesmos colocar-lhe a rosa na lapela e acusarem-no de “amante de Junqueiro” ou que quer o lugar do Luís Pinheiro…
Se o @Pai Mouro (no seu estilo muito próprio) enaltece decisões do movimento, lá vêm os integristas (palavra colocada de propósito para verem que contra mim falo) chamarem-no de jagunço…
Se o @Crédito pergunta por responsabilidades, lá vem o @Mineiro perguntar pelas facturas…
Depois temos as faltas de educação: “paneleiro”, “vai levar no cu”, ladrões e outras que tais… Dos dois lados…
Lembro aqui há uns tempos o @Mineiro perguntar-me por onde é que eu ia jantar hoje… Até hoje não entendi, mas também não deveria ser para entender!...

A responsabilidade de tudo isto @Forasteiro, é sua!... Tal como minha, do @Gaivina, do @Sr. Fulano Tal, do @_drix_ (ex-biotecmaster), do @moimemme, do @Sr. Cicrano, do @Brain, do @A Outra Bancada, do @Mr. Kunami, do @Pedro Lima, do @Iznogood e do @Brain… Porque o tempo que passamos a falar do Blogue, deveria ser gasto a falar dos temas propostos no seu início… Um comentador não é um semi-deus que paira sobre a sua criação e só vem a terreiro moderar, como se os outros fossem palhaços de um circo criado por nós!...
Um comentador não deve ter só como missão, melhor deve evitar a desplante, de só aparecer qual “salvador da pátria”, como se os outros andassem aqui enganados…
É de igual forma verdade para a nossa luta pela restauração do concelho, mantemo-nos de parte e depois, quando algo corre mal, sabemos dizer como correria bem e teorizar verdades e caminhos com facilidade…

A coisa volta ao normal… É cíclico!...

PS.: o meu “até já” nada tem a ver com a problemática desta carta!...

Ponto de Vista de Um Canense

Texto de Portugasuave

Canas passa por um período de indecisão! O veto presidencial, sobre a lei que permitia Canas de Senhorim constituir-se como concelho, foi de difícil digestão e ainda alimenta mágoa e inconformismo, facilmente verificáveis no semblante dos canenses. Para além disso os acontecimentos posteriores vieram confirmar a depressão que já se anunciava.

Como vulcão que após estrondosa erupção, se consome em pequenos fogachos internos, queimando nas entranhas a energia necessária para levar o clamor da sua reivindicação lá abaixo, à planície, também os canenses se desgastaram em duelos internos perpetrados a propósito das eleições autárquicas e atingindo tudo e todos.

Lisboa fica longe e a torrente de lava precisa de ser alimentada com alento e união para lá chegar ostensiva. Esta energia precisa ser dirigida eficaz e convenientemente e não consumida em confrontos inconsequentes e comportamentos arruaceiros como os verificados no verão de 2005, a pretexto das eleições para a Junta de Freguesia, sob o risco da força e razão que nos assistem se perderem, por efeito do desencontro de opiniões quanto à metodologia e estratégia a seguir na persecução dos objectivos a alcançar.

Para a presidência da Junta avançou Luís Pinheiro enquanto líder do MRCCS (Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim). Também avançaram outras sensibilidades e interesses políticos, ou porque não se reviam no MRCCS ou porque não fazia sentido qualquer união em torno de um projecto ambivalente, ou por meras incompatibilidades pessoais. Insurgiram-se os primeiros apelidando os demais de traidores e integristas, indignaram-se estes acusando aqueles de anti-democratas e ditadores. Assim se fraccionou a aparente comunhão em torno de uma causa. Nada demais em política e em democracia, não fosse o desconforto de saber que a partir daí já nada seria como dantes.

O PS, partido do ex-presidente da Câmara, José Correia, perdeu as eleições e o MRCCS, subsidiário do partido vencedor (PSD), ficou preso numa pseudo-aliança incómoda e comprometedora que lhe retira espaço de manobra para continuar a reivindicar o concelho, uma vez que a actual presidente, Dra. Isaura Pedro, foi peremptória na sua campanha eleitoral ao reafirmar a intenção de presidir um concelho uno e indivisível. Este abraço eleitoral, com contornos de apoio político, foi um erro estratégico do MRCCS. Um abraço excessivamente apertado, mesmo considerando que o período é de defeso e a manobra evasiva.

Nestas circunstâncias o MRCCS debilitou-se politicamente ao enveredar por uma argumentação que substancialmente assenta em dois pressupostos incompatíveis: por um lado mantém presente, embora adiada por força da conjuntura política, o intenção de não abdicar da luta pelo concelho, por outro cede à tentação de se fazer representar, a título institucional, na Junta de Freguesia e por inerência na Câmara Municipal de Nelas e respectiva Assembleia, no intuito de reivindicar ou negociar mais e melhor para Canas.

Não está em causa a legitimidade da representação, uma vez que foi esse o entendimento expresso pela população nas eleições, mas sim, a prática dessa dualidade de intenções. O Movimento fica tolhido na flexibilidade necessária para levar a efeito as diligências reivindicativas para que foi criado, pelo facto de o seu líder se encontrar a desempenhar a função de presidente da Junta.Misturaram-se as frentes enfraqueceu-se o “ataque”. No caso da nova presidente sofrer do autismo do anterior executivo em questões de investimento e outras preocupações, qual vai ser a atitude do presidente e o papel do líder. É esta promiscuidade de poderes e protagonismos que confunde e não reforça o empenho até agora desenvolvido. O problema não foi o povo votar no MRCCS para a Junta, foi o MRCCS candidatar-se. O lugar de Luís Pinheiro deve ser exclusivamente à frente do Movimento. Não se vislumbra ninguém com melhor ou igual cariz para o cargo. Tem estima, paixão, é popular, eloquente qb, congrega a maioria do apoio dos canenses e mesmo os detractores lhe reconhecem algum mérito, com excepção de alguns que enfim… confirmam a regra. O ideal teria sido Luís Pinheiro apoiar ou criar uma lista que se revisse no Movimento, mas cujo presidente fosse outro. Duas frentes, com características diferentes, mas sem a mescla em que agora Junta e Movimento estão envolvidos. Um líder bicéfalo corre o risco de ficar emaranhado entre duas teias.

Salvou-se o facto de José Correia, visceralmente afectado por anos e anos de desavenças e querelas com Canas, ter sido afastado dos destinos camarários, mas até esse aspecto é digno de especulação. A génese da revolta canense assentava e alimentava-se predominantemente da aversão ao comportamento discriminatório e ditatorial protagonizado pelo ex-presidente relativamente aos interesses e expectativas de Canas. Este sentimento, se bem que justificado pela profunda humilhação sentida pelas nossas gentes ao longo de anos, ao ter-se personificado na pessoa do ex-presidente, retira, agora, face às alterações políticas recentes, parte do ânimo necessário à continuidade do projecto de elevação de Canas a conselho. Bem sei que a legitimação desta pretensão passa por muitos outros motivos, desde os históricos aos políticos, mas esta fulanização da luta, apetecível à liderança de massas, avisava-se perniciosa no caso do presidente ser deposto, mesmo sem a participação do MRCCS na construção do cadafalso. Remeter insistentemente a causa de uma luta para o comportamento de um dos seus agentes pode criar um vazio de convicções, se entretanto o agente for arredado do cenário - como aconteceu.

E agora, o que fazer se Isaura Pedro não corresponder aos anseios da população ou não atender ao diálogo aparente entre o Movimento e a edilidade, como aliás já é notório com a escassa verba de 300.000 € atribuída e orçamentada pela Assembleia Municipal e a (in)explicável ausência do presidente da Junta neste órgão? Voltamos atrás? Deixamos novamente de nos fazer representar naqueles órgãos? E se, pelo contrário, esta presidente decidir favorecer, apoiar e desenvolver a nossa vila? Cai por terra a ideia do concelho?

Pressinto que este rumo nos leva a uma letargia inconsequente nas pretensões de Canas a concelho e a um desânimo interno consumido no desgaste de todo este processo político. Assim me engane.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Ups!... é desta!...

Já descobri porque é que temos todas estas virtudes.
Sim, finalmente após horas, dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos, milénios, eras e períodos, marés, tempestades, furacões e ciclones, bonanças e paisagens a ler jornais, revistas, livros, sites, e-books, blogs, portais e portinhas....
Sim, finalmente....descobri.
Os portugueses são tudo isto porque há uma conspiração secreta de colunistas, comentadores, redactores, jornalistas, escribas, directores, editores e outros ores...
Uma conspiração que envolve todos estes agentes ao serviço das cinco forças secretas e que se comprometeram a que sempre que existissem referências a condutas pessoais menos interessantes como cuspir no chão, arrotar, roubar, corromper, enganar, ignorar, desconhecer, estupidificar, pastar, ruminar, etc. etc.
....sempre que existissem estas referências elas não deveriam ser feitas como "há pessoas que cospem no chão", "as pessoas que arrotam", "os que corrompem", "aqueles que enganam", "as gentes que desconhecem".
...sempre que existissem estas referências elas deveriam ser feitas como "os portugueses cospem no chão", "os portugueses arrotam", "os portugueses corrompem", "os portugues enganam", "os portugueses desconhecem"...
Esta é uma das quinze regras do grande livro das cinco forças que mantém a opinião pública contra ela própria.
Esta é uma regra inspirada no nacional socialismo e posta em prática por ditadores como Hitler, Salazar, Pinochet, Franco e outros. Condicionando o povo e "protegendo-o" contra ele próprio.
Sempre que lerem um texto, uma crónica, uma opinião que refira algo como "os portugueses..." isto ou aquilo num contexto negativo, estejam atentos. Esse é um dos rostos das cinco forças que nos oprimem.

Gugas in http://lusitaniavox.blogspot.com

Portugal marca!... III

Mais outro que os meus amiglos chamariam fascista?
Nuno Rogeiro na edição de hoje (5-5-2006) do DN:

Oministro do Interior francês, Nicholas Sarkozy, relança a campanha "França ame-a ou deixe-a". Trata-se de uma tentativa algo trapalhona, mas humana (demasiado humana), para incutir auto-estima no francês médio, e incentivar os estranhos, desenraizados e frustrados - os suspeitos aparentes do costume, na última crise dos carros queimados - a fazer as malas.
Na mesma França, por razões puramente "ideológicas", Robert Brasillach dizia há uma "guerra civil europeia" atrás, e à beira do fuzilamento, "mon pays me fait mal".
Por outras palavras, "o meu país desgosta-me".
Às vezes, há razões incontroversas para se gritar isto. E claro que se pode ser patriota, e não apreciar a situação no seu país. Em muitas alturas, ser patriota é mesmo não gostar do estado da Pátria. Se esta estiver ocupada, devemos sorrir? Se o regime que a incarna representar a injustiça, a miséria, a repressão, devemos conformar-nos? Se o Estado não assegura uma vida digna, ou se a impede, só resta o silêncio?
Claro que não. A revolta contra o que está mal é um sinal de vitalidade, um direito e um dever. As revoluções são, foram e serão precisas, quando não há outra via mais cordata. A reforma deve fazer parte dos programas de partido, de Governo, de Estado, em meios carentes de regeneração. O protesto e a reclamação, a queixa e o voto, a acusação e a denúncia são meios comuns de inconformismo, entre a "sociedade civil".
Pior é quando não se gosta, e nada se faz, a não ser erguer um mundo de lamentações.

Um estudo recente (comparando a nação a uma marca) diz-nos que muitos portugueses sofrem de desespero nacional. Não gostam do Portugal presente, sobretudo por questões materiais (falta-lhes emprego, estabilidade, saúde, segurança), apesar dos sucessos futebolísticos, dos reality shows optimistas, ou das ingénuas campanhas a favor da auto-estima.
A consulta diz pouco, porém, sobre aquilo que os descontentes querem fazer, para melhorar, e mudar de vida.
Poucos ligam o seu estado a más escolhas eleitorais, ou a falta de participação política não eleitoral. Poucos apresentam caminhos ou escolhas. Poucos propõem um movimento de libertação ou, mais modestamente, de reabilitação.
As soluções mais fáceis aparecem, a espaços, como populares alguém (incluindo o vago "estrangeiro") "que tome conta disto", ou a partida para os velhos Eldorados da Europa e da América do Norte.
Somos, ao que parece, "euro-optimistas", mas "luso-pessimistas".
As razões para não apreciarmos a vida corrente são óbvias basta ver a degradação das grandes cidades, apesar das obras e promessas.
As razões para não agir - num povo que foi à China e ao Japão - são menos claras.
Dir-se-á que os portugueses dormem. Mas, quem dorme, ou morre ou acorda.

Médicos

A minha maleita viral abriu-me o espírito (e também as goelas) para a problemática da falte de médico de família em Canas de Senhorim… Não é que o problema me toque pessoalmente, já que eu estou servido pela súbdita de J. Carlos (não encontrem qualquer intenções xenófobas nesta apreciação), contudo, convém dizer algo!...
Com a saída para a reforma do Dr. Américo, o seu lugar ficou sem ser preenchido por falta de “alguém que queira”… Falou-se de um concurso que deu para o torto, mas a verdade é que não há ninguém!... Mesmo a nível concelhio a “coisa” não tem grande resolução… Não há ovos, não há omoletas!... Até já estou arrependido de ter votado na simpática Dr.ª Curandeira para presidente do Município… É que, a bem dizer, é menos um para acudir ao pessoal e até deve haver gente com outros empregos (por. ex. professores) que podem muito bem ser simpáticos autarcas… E já que sou simpaticamente apelidado de fascista pelos meus amiglos, porque não uma Lei a proibir médicos e enfermeiros (também parece que faltam) de ocupar cargos políticos?
Dr. Bernardino, que é o novo “chefe” dos médicos da Extensão de Saúde de Asnelas não tem soluções (nem pode ter), a sub-região de saúde de Viseu que é que quem contracta e paga os nossos médicos encolhe os ombros e diz:
- Se arranjarem um, nós pagamos!...
Mas a Junta (sim, a Junta reuniu com a ARS-Viseu), ou as juntas deste Portugal têm de arranjar médicos para as suas populações? Bem, se calhar até têm… O pagar não é problema… A Junta até já se ofereceu para pagar!
Mas pode o Presidente da Junta ir à Ucrânia oferecer 1500€ a um médico de lá para vir trabalhar para Canas de Senhorim? E depois ele pode passar receitas? E é reconhecido pelos seus pares? E é reconhecido pelo estado português?

O problema é nacional, bem sei, mas como diria o egoísta, com os males dos outros posso eu bem… E chegou o tempo de se pensar e agir, porque já ontem era tarde e amanhã pode não ter uma resolução pacífica...

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Frase do ano!

A ponte estava segura, mas caiu!

Há vida para além dos Blogues!...

Quando há bocado coloquei a notícia do excelente sitio do BVCanas foi para saber algo sobre um acidente, não fui lá por causa do ministro...
Cá está a notícia:

"Pelas 13h43 recebemos um alerta para um acidente de viação na localidade de Carvalhal Redondo, EN321-2.
De imediato fizemos avançar a ABSC03 com 3 Homens tendo posteriormente avançado para o local o VSAT01 com 6 elementos e o VCOT02 com o Comandante. Constatou-se, no local, que seria melhor avançar a ABSC01 devido ao tipo de situação encontrada pelo que esta saiu com mais 3 bombeiros."

E é por isso que repito, até à exaustão que há vida para além dos Blogues... E por ora, fico-me por aqui!... :(

Notícias

“No próximo dia 6 de Maio irá decorrer na Cidade de Viseu, no parque da Feira de S. Mateus, pelas 15h00 a apresentação do Dispositivo de Combate a Incêndios Florestais 2006, com a presença de Sua Excelência o Ministro da Administração Interna Dr. António Costa.
O Corpo de Bombeiros de Canas de Senhorim, à semelhança de todos os outros, irá estar presente com uma equipa de bombeiros e uma viatura.”
In www.bvcanas.com

Não!... Não vou comentar!...

A mamar!

“Manila, nas Filipinas, foi palco de uma acção que bateu um recorde do Guiness, no mínimo, original. 3738 mães juntaram-se num pavilhão para dar de mamar aos seus filhos, em simultâneo.
O recorde tinha já cerca de quatro anos e pertencia à cidade americana de Berkeley, na Califórnia, que tinha contado com a participação de 1130 mães. Portugal Diário”

Que grande novidade!...
Em Portugal uma só mãe ( a nação) dá me mamar há muito tempo e por muito tempo! Só na Assembleia da República são 230!

Portugal marca!... II

Quando me contaram, pensei que seria uma brincadeira de Carnaval… Só mais tarde reparei que o Carnaval ainda vem longe!
Casais com 1 filho vão pagar mais à segurança social!... Não é, não vão ter benefícios, mas sim pagar mais… Já não me passava pela goela abaixo o facto de sendo casado, o mesmo cidadão, com o mesmo ordenado, pagar, em média, mais 1% de irs… Se um dos conjugues ficar desempregado não tem direito ao subsídio de desemprego, porque o outro está empregado… Mas se eles só vivessem juntos já tinha direito ao tal subsídio…. Agora a segurança social quer também mais dos jovens “casadoiros”…
Porque não o pessoal viver junto (sem qualquer vínculo) até ter dois filhos, beneficiando assim de um irs mais baixo, de subsídios a famílias mono parentais, maior percentagem de descontos nas tabelas dos benefícios fiscais … Depois de terem dois ou mais rebentos casem-se (ou fiquem em união de facto) e voltam a ter benesses… Concluindo, ser casado sem filhos ou com um filho é mau negócio… Ou então amamos Portugal, o que também está bem!...
Só que depois temos outra (revelação das minhas fontes), quem mais filhos tiver ao longo da vida tem a menos reforma… Quem tem filhos não precisa do estado! Será esta a lógica? É claro que, numa perspectiva moral, nós temos a responsabilidade de cuidar dos nossos pais, não sei é, até que ponto, o estado tem autoridade no que diz respeito à moralidade!

Mas, tudo bem, eu amo Portugal, sou masoquista!... Pró ano vou vestir um fato no 25 de Abril e andar com um cravo vermelho na lapela! Porque fazer arakiri não é opção!

Portugal marca!...

A marca “Portugal” está pelas ruas da amargura!...
São os próprios empregados da empresa, os portugueses, que fazem da nossa etiqueta algo do tipo “made in China”, ou pior!...

Contudo, alguns, os que têm uma voz mais activa por este país, continuam a dizer-nos que não será bem assim… Temos acreditar, produzir, ir para fora cá dentro, realizar o mais “euros 2004”, propormo-nos aos Jogos Olímpicos, ao Mundial 2016… Fazer mais um aeroporto em Braga, ou Algarve…
Quem diz que isto está mal é logo sorrateiramente acusado de anti-patriota, que não gosta do seu país, que gostava mais do Portugal de antigamente… Em verdade vos digo, muitos destes “Velhos do Restelo” são mais progressistas dos que se pavoneiam do facto…
Como posso considerar uma marca onde a sua Assembleia Geral se demite de tomar decisões em vésperas de feriados, mas critica os que fazem pontes? Como posso eu considerar uma marca que faz de mim, só por ser casado de papel passado, um maior contribuinte em relação a um solteiro… Não posso gostar de uma marca que me espolia os direitos mais básicos e me atira com polícias para me fazer entender as injustiças… Não posso gostar de uma marca que me torna inferior só porque não vivo ao pé do mar… Não quero acreditar numa marca em que a sua administração tem como ponto de honra fazer exactamente o contrário daquilo que se propôs a quando da nomeação… Não vendo uma marca em que o representante da sua agricultura acusa os agricultores de criminosos mas nem se prova que ele está a mentir, nem que os homens da terra os são… Não vendo uma marca em que o representante das finanças nos atira com situações cor-de-rosa e os analistas nos dizem exactamente o contrário, haverá melhor analista que o português que todos os dias tem de viver?
Não vendo uma marca em que a opinião e decisão está em meia dúzia de ditos iluminados que foram eleitos pela comunicação social por causa do seu mediatismo.
Não posso vender uma marca na minha terra se, a quando do regime da “velha senhora”, tínhamos muito mais potencial económico, cultural e social (e não vale a pena chamarem-me fascista, apenas aprecio factos. Não é por se pertencer à Irmandade do Cravo na Lapela que se é mais democrata ou menos fascista).
Como posso eu apreciar uma marca que tem problemas energéticos e risca, sem direito a discussão, a energia nuclear da agenda? Que custa muito pagar 75€ o barril de petróleo, mas não custa nada preservar as gravuras que não sabem nadar? Que tem condições óptimas para a energia eólica, mas o Gavião de Cauda Dourada é magnífico ao olhar?
Como posso eu gostar de uma marca que deixa um bombeiro, que combateu um incêndio ao serviço da marca, sujeito a uma vida estragada só porque foi atingido o limite do seguro (7000€)?

Na verdade, o que mais me chateia, irrita-me até, é estar para aqui a dizer que não gosto duma marca, quando, na realidade eu amo o meu Portugal… Olhem, são masoquismos!...

quarta-feira, 3 de maio de 2006

A verdade!

Nos últimos dias tenho andando com um vírus… Não tenho febre, não me dói nada… Apenas dá-me para vomitar!...

Terei apanhado esse vírus quando fui à Assembleia Municipal de Asnelas?... Será que no meio de tanta simpatia, não me espetaram algum vírus com uma seringa das que não se sente nada? E há seringas dessas? E que vírus será?
Um vírus é um microorganismo que pode infectar outros organismos!...
Tudo isto para dizer que, mesmo não apetecendo, de vez em quando vomito!...

Ah!... Já agora um pequeno conselho:
Não deixem que a verdade estrague uma boa história!

Continuando...

Eu nunca subi a um palanque discursando sobre o concelho de Canas, seus habitantes e outras coisas que tais!...
Mas continuando...
O 4º quadro comunitário de apoio estará disponível em 2007... As directrizes desse quadro são a Economia e Ambiente... A CMasN vai tentar a candidaturas na construção de Zonas industriais, Plataformas logísticas, Etar's, Saneamento... Pelo menos dizem eles que vão!... Este ano vais servir para pagar a "Mata das Alminhas" que tinha apoio estatal, mas afinal não tem e o açude de Moreira, que depois de gastos milhares de euros, concluíu-se que não havia aprovação do Ministério do Ambiente... E agora, até nem aprova e ordena a sua destruíção... Lá vai o açude pelo rio abaixo... Juntamente com os euritos!...