sexta-feira, 31 de março de 2006

Aos meus amores!...

Parado estou!...
As pernas teimam em não responder
A razão eclipsou
Uma utopia, um sonho, um querer!

Bravos índios extintos
Pela força da ignominia branca
Amigos sempre desavindos
Retalharam nossa manta!

De Norte a Sul caminharam
Jagunços, traidores, moderados
Tentavam o que todos sonharam
E sempre eram abafados

Contemplem agora uma luta
Que por vezes foi fratricida
Irmão e amigos de labuta
Ficaram com uma vida fodida

Para todos que lá moram
Aqui fica meu sermão:
Casa sem pão, todos choram
Quase sempre sem razão!...

quinta-feira, 30 de março de 2006

De onde Vêm as Setas?... II

Versão 2.0

Existe sempre alguma confusão na minha cabeça quando tenho de responder a alguém… Melhor, quando e se responder…
A blogolândia canense tem muitas personagens e ás vezes convém ver de onde vêm as “setas”...


Por cima
Sr. Fulano Tal
A Outra Bancada
Biotecmaster

Ao lado
Brain (ex-Dr. Brain)
Língua estufada
Ratzinguer
Primadona
Pai Mouro
Tubaro
Anarquia
Granito
Canense
Por quem não esqueci
Cavalo Lusitano
Mr. Kunami
Município CDS
Pedro Lima
Crédito
Anjo Negro

De perto
Donadaprima
Sr. Cicrano
Portugasuave
Dr. Tirone
Sir Im.parcial
Pombo-correio
Canas Virtual
Batalhense
Má língua Canense
Jordão

Iznogood
MoiMemme
Forasteiro

Ao Largo
Mineiro
SAncademironhes


De longe
Xeke
Karl
Vlad
Olaj
Ultimato

Para lá do horizonte
Ce que je penses
Soda Cáustica

Tabu
Gaivina

Eclipse









De quando em vez, o sol “apaga-se”… Ou apagam-no!...
A escuridão e o espectáculo dão azo a que se contemple, medite…
O Eclipse não é o fim do mundo, não é o término do Sol, essa estrela que nos ilumina e que Ícaro tanto queria alcançar!...
Não só as nuvens e a Lua se põem entre nós e o Sol… Ás vezes, somos nós que vamos para debaixo de um alpendre, ou adega tentar fugir ao seu calor… Que é Vida, mas pode ser uma grande chatice!... Podemos sempre “tapar o Sol com uma peneira”, contudo, o problema, é que a rede deixa passar alguns raios!...
Contemplo o Eclipse, com a certeza que, quando acabar, o Sol estará lá de novo… Para nos iluminar!...

quarta-feira, 29 de março de 2006

E quando um "Gajo" Incorpora?

Falemos então de assuntos importantes!...
Este vale sempre a pena recalcar…

A recuperação ambiental das minas de urânio parece ter entrado, pela enésima vez, num pantanal (para utilizar um termo de Guterres, alto comissário para os refugiados)!...
Quando parecia que vinham todos a correr recuperar o recuperável, tudo se esfumou!... Foi só “tesão do mijo”… De vez em quando, aos nobres senhores do “pilim”, o sangue sobe-lhes ao mastro e está a andar para Canas de Senhorim!... E isto é assim, mas agora vai ser de outra maneira, toca a pôr uma rede de alguém precisa de facturar, vamos fundir a exmim na EDM, levar tudo para o “Monte Amarelo”… Mas, se calhar, é melhor não!... Onde está o dinheiro do estado para a recuperação… A EU já se chegou à frente… Quanto é? Vamos lançar o concurso… Já está lançado… Ah!... Mas afinal era um concurso para ver quem abastecer de gasóleo as máquinas que vão transportar os resíduos para o aterro final… E vai ter mais nove metros… Se calhar são onze!... Ficava melhor do outro lado da estrada, na Cominalta (Agrepor), em Mangualde ou em Lisboa à frente da Assembleia da República…
Meus amigos:
- FAÇAM!
E façam depressa, nem se seja uma cagada em “três actos”… Assim, nem o pai morre, nem a gente almoça!...
Sei que há pessoas a tentar ganhar dinheiro sem fazer nada… Como sei que a compensação que Canas de Senhorim deveria de ter é igual a ZERO!... Que os canenses são meramente danos colaterais que só têm direito a um encolher de ombros ou a uma afirmação do tipo:
- Vocês são sempre a mesma “merda”!...
Eu acrescento merda radioactiva!... Ou reactiva! É que o nosso cérebro e músculos, de tanto radão incorporarem, podem muito bem fazer de um gajo um mutante, capaz de virar um camião carregado de terra que circule nas nossas ruas, aumentando o nível de radão… Poderão até ver-me, juntamente com o Sr. Minhoto (quissá de mão dada), a gritar palavras de ordem com cartazes na mão… E, porque não, uma bandeira de Canas com um novo brasão radioactivo (Proponho às Língua algo como: o símbolo “radioactivo” e em vez dos cavalos, eu e o Sr. Minhoto)… É que um “gajo” pode incorporar… E quando um “gajo” incorpora é uma “merda”… Radioactiva!

terça-feira, 28 de março de 2006

Dia Mundial do Teatro


Ontem comemorou-se o dia internacional do teatro!...
Eu com algumas responsabilidades neste domínio deveria ter dito algo, mas, como diria o outro, mais vale tarde que nunca!...
Perde-se no tempo a veia artística das pessoas de Canas de Senhorim!...
Eu, porque sou jovem, apenas sei algumas coisas que correram de boca em boca. A filarmónica de Canas de Senhorim tinha também a sua vertente teatral, com jograis, peças e sketch’s, o seu principal dinamizador o Sr. António Rosa (Não será este o nome, mas agora não tenho aqui os meus arquivos)…
Mais tarde, António João Pais Miranda criou o Grupo de Teatro Amador de Canas de Senhorim (o nome deveria ter sido Grupo Amador de Teatro de Canas de Senhorim – o Teatro nunca é amador, os grupos é que podem ser!), depois de boas experiências no concurso que decorreu durante anos no salão dos bombeiros, o "10+7". António João foi ainda buscar alguns jovens que mais se destacavam (ou não!) na semana cultural da escola, na altura, C+S…
Pessoas como o Zé Artur, a Leta, a Dores, o Fraga, o AMEF, o Filipe Show, o Zé Pedro, outros que agora não recordo (entre eles jovens de muito talento) elevaram esta vertente cultural da Vila…
Destaco também a presença assídua na Feira Medieval, o peça de Júlia Nery que juntou, a estes outros, e sendo produzido (?) pela D. Lira (lá está!) e seu consorte!
Depois da morte de António João Pais Miranda, o grupo fundado por si, alterou o nome para Grupo de Teatro Pais Miranda e foram durante 5 anos seguidos o melhor grupo de Teatro na vertente “Revista”, só perdendo este título por questões de política nacional e municipal… O INATEL, dos quais dependem estes grupos de teatro, tornou-se “um verbo-de-encher” e o amigo colmeia deixou até de emprestar o autocarro para as deslocações… Sem dinheiro do INATEL para pagar o espectáculo e sem autocarro para as deslocações, o GTPM começou a depender da boa vontade de outras câmaras municipais, tais como a do Carregal do Sal, Tondela, Vouzela, Mangualde e Lamego… Também dos veículos da Fabrica da Igreja, Jardim-escola João de Deus, do GDR, HUF e particulares… Os apoios recebidos só vieram, ao longo de mais de 20 anos, da Junta de Freguesia…
Não posso deixar de lembrar as excelentes peças de Teatro feitas pelo grupo da casa do Pessoal da Minas da Urgeiriça, de criadores de peças como o Zé Tó, o Rui Fonte… Da Drª Ana Mouraz e do Prof. Sampaio nas recolhas para a Feira medieval… De Júlia Nery pelo seu “do Alto-forno ao Sud expresso”, que só pecou por o livro ter um prefácio escrito pelo Colmeia, algo quase contra-natura!... Por acaso, no meu caso, essa folha, não sei porquê, não existe!
Vivam os Teatros de Canas de Senhorim… Viva a Vida, que não deixa de ser uma grande tragicomédia!...

nota: A referência ao instrumento musical arcaico e meramente circunstancial, não podia deixar de ser referida!...

segunda-feira, 27 de março de 2006

A Minha Costela Jagunça!...

Eu estou por aqui… Não vou andar por aí!...

Considero que é sempre mais fácil falar do que fazer! Mesmo quem faz, tem quase sempre a consciência que faz o melhor possível, nunca o que se imaginou na sua plenitude!...
Continuamos com um aliados de sempre!... De boca, sem assinar por baixo, PSD, PP, CDU e BE os nossos “amigos” não desarmam… O contrário do prometido o PSD, não apresentou o projecto como prometeu (até pôs Sacavém!)… Concordo que não é altura para o fazer no que diz respeito à conjectura política e à nova, prometida, reorganização do território de Sócrates. Já não concordo com um tal acordo que, se os “laranjinhas” apresentassem o projecto, a Drª Curandeira e seus “consortes” faziam cair a câmara…
Isto faz com que a minha costela de jagunço comece a ficar mortinha para entrar numa de violência (verbal!)…
Uma coisa é sabermos que temos um Junqueiro (vá de retro Satanás!) sempre pronto para nos beliscar, outra coisa é termos colegas à mesa, enquanto comemos leitão (no “Rui dos Leitões” e à conta dos contribuintes canenses), a mandar-nos biqueiradas por debaixo da mesa e a dizerem que a culpa é do socialista… É claro, que quando olhamos em volta ficamos confusos, já que o Juncas não está no repasto e também não está debaixo da mesa a comer os restos!...
É, a costela de jagunço, por vezes, dá cá um mal-estar!... Será tipo “dor de corno”? Ou “dor de burro”?
São dores… Nada se consegue sem sacrifícios!...
PS.: Também dói um bocado as pancadas e mordidelas que por aqui me dão por aqui! :P

Alguém disse!...

Rumores, certamente infundados, porventura, um passarinho com H5N1, informou-me que uma grande (?) multinacional tenta comprar, não alugar, os terrenos junto à linha da Beira-Alta dos antigos Fornos, agora propriedade da O2…
Podendo ser apenas um boato, agradecia que, quem pode, dê uma “forcinha” sem esperar outra recompensa (por exemplo um leitão!)… Para o bem de Canas de Senhorim! Para bem de um concelho uno e indivisível!...

sábado, 25 de março de 2006

O interior humilhado e ostracisado!

Muitas vezes de tanto escrever corremos o risco de nos tornarmos redundantes, até massacrarmos os que ainda têm paciência de nos ler!... Muitos até o fazem por uma questão de pena!...
Contudo, assuntos há que convém dizer qualquer coisa, sempre com a esperança que se faça luz na cabeça de quem pode!...
Atentem ao seguinte:
Porque é que um homem (ou mulher) que monta um “tablier” dum automóvel em Mangualde ganha de ordenado 600€ e um outro, que faz exactamente a mesma coisa, que tem os mesmos anos de serviço, mas trabalha em Palmela, ganha 1000€?
Porque se gastam milhares de euros em teatros que estão às moscas no Porto, e não há um barracão com palco em Vila-Flôr?
Sem dúvida que, se só olharmos as questões económicas e continuarmos a esquecer as questões sociais estamos a humilhar o interior!
No Vale do Ave, Palmela, ou Setúbal há uma bateria de decisores a tentar criar empregos e, quase sempre, conseguem mais dos que são precisos, obrigando a que mais gente do interior se desloque para o litoral…
Depois, temos de hospitais, escolas, tribunais a rebentar pelas costuras nuns locais, e outros a terem de fechar por falta de clientes… Tem de ser, dizem-nos!...
Assimilo facilmente as razões lógicas para se fechar esses serviços, entendo perfeitamente que não podemos ter escolas a funcionar com 5 alunos, concordo que não se deve insistir em ter maternidades em locais que nasce um bebé de mês a mês… Aceito quase todas essas visões!...
Não admito que encolham os ombros e digam que não há nada a fazer!... Desculpem!...
Eu sou um conformado (nesta altura) mas os que estão à frente dos nossos destinos não podem estar… Não podem!...
Deixem de nos dar os peixes e coloquem-nos nas mãos as canas!...
É uma humilhação… Eu, que ainda nem sou dos mais prejudicados por esta deriva, sinto-me ostracisado!... Nem os “gritos de alma” nos são permitidos!... As auto-estradas servem apenas como neo-pontes (desculpem os que não gostam da palavra neo) que nos fazem passar do litoral português, para o interior espanhol… Já viram o interior espanhol?
O interior é uma espécie de “Portugal do Pequeninos”!
Serve para se ir visitar o avó ou a tia, que até têm uma vizinha “muita boa” que se rebola bem no feno, ou um rapaz de ceroulas que tem um “bom material” que merece ser vislumbrado e “comido”! Uma escola de Verão onde descobrem, sem perceber o ridículo, que afinal as cebolas não crescem nas árvores, que as melgas são insectos, que na serra da estrela faz um frio do “caraças”!...
Chamem-me provinciano, paroquiano e outras coisas que tais, mesmo estando por ora conformado, dêem-me espaço para gritar!...

FSC - Diário de Notícias

Centenas de escolas estão a fechar no interior. Também encerram hospitais, maternidades, estações do correio e outros serviços públicos. Muitas localidades antes servidas pelo caminho-de-ferro viram desaparecer o comboio.

Tudo isto acontece porque não se justifica manter serviços onde há tão pouca gente. Mas, porque desaparecem os serviços, ainda menos pessoas ficam no interior. Só não sai quem não pode.
Este ciclo vicioso está a mudar Portugal.

E o poder local, no meio de muito desperdício e de atentados ao ambiente por acção ou omissão, construiu infra-estruturas que há anos não existiam. Entretanto, as auto-estradas e o progresso das telecomunicações reduzem o isolamento da vida no interior. Mas isto não chega para travar o afluxo às áreas do litoral, não obstante a qualidade de vida nos grandes centros urbanos piorar a olhos vistos.

Mesmo quando há escolas, os jovens abandonam o interior porque não encontram ali oportunidades de trabalho. Escasseiam empregos porque não existe investimento empresarial. E este falta, entre outros motivos, porque é difícil encontrar no interior quem esteja disposto a trabalhar na agricultura ou na construção civil, por exemplo. O rendimento mínimo tem os seus efeitos perversos, entre os quais o estímulo a não trabalhar. O Estado parece ser o único patrão desejado. Quando este se retira, fica o deserto.
Poderia ter sido de outra maneira? Duvido, a menos que se gastassem verbas astronómicas a promover artificialmente o desenvolvimento do interior. Fala-se há décadas de desenvolvimento regional, mas, numa altura em que a competição acrescida decorrente da integração europeia e da globalização exigem ganhos de produtividade, torna-se inevitável a concentração geográfica de recursos humanos e materiais onde eles se revelem mais eficazes - normalmente, onde já existem equipamentos, outras empresas e massa crítica de gente qualificada. Ou seja, nas zonas urbanas do litoral.
Há quem volte a falar na regionalização, o que mais uma vez mostra a nossa tendência para ver no Estado a solução para todos os problemas. Mas mudanças na arquitectura do poder político e administrativo não travam o declínio das aldeias: poderão existir algumas cidades médias no interior, mas absorvendo (como já acontece) as populações dispersas pelas aldeias, a começar pela população escolar.
Para que servem, então, as auto-estradas, incluindo as que não têm portagem e supostamente deveriam estimular o desenvolvimento do interior? Servem sobretudo para as pessoas que vivem no litoral, numa faixa entre Viana do Castelo e Setúbal, irem passar fins-de-semana e férias "à terra" ou às residências secundárias que entretanto adquiriram. A vida no interior do País é cada vez mais sazonal.
Um novo interior poderá e deverá surgir. Até para desenvolver aí o turismo, é preciso preservar a paisagem que ainda não foi destruída e cuidar do ambiente. Mas o estilo de vida tradicional nessas regiões desaparece inexoravelmente. O que é um enorme drama humano.
Não há mudança sem dor. Por volta de 1880, o escritor Henry James lamentava amargamente que a Nova Iorque da sua infância já não tivesse campos verdes, mas estivesse cheia de moradias.
Por muito que o interior de Portugal venha um dia a ser algo aprazível de visitar e onde seja bom viver (o que é tudo menos certo), ninguém evita o sofrimento dos que agora vêem ruir à sua volta o mundo que era o seu. Esperemos que, ao menos, o sacrifício destas vítimas do progresso sirva para alguma coisa.
Francisco Sarsfield Cabral

sexta-feira, 24 de março de 2006

O que os outros dizem

Ainda não percebi bem o que move a população de Canas para entabular esta luta determinada pelo direito a ser Concelho.

Para alguns, poucos, isso servirá os seus interesses, sem dúvida, mas para a maioria o facto não altera um milímetro das suas vidas, a não ser, como uma mera questão de amor próprio e de sentido da sua dignidade e por aí não restam dúvidas, quanto mais oposição houver mais eles lutarão para levar a sua avante.
E não tenho a mínima dúvida de que vão ganhar.
Mas o que custa mais a compreender é quem se opõe a esse reconhecimento.
Inexplicavelmente, as altas sumidades portuguesas repetem de cor, como se fosse verdade, que Portugal tem já muitos Concelhos. Porquê ?
Existirá alguma regra de ouro que imponha essa dimensão ideal ? Haverá algum motivo que seja mais forte do que a vontade da população que os Concelhos servem?
O que eu vejo em muitos países da Europa, são Comunas que tanto podem ser grandes como pequeníssimas é a dinâmica da população que o determina. E é assim que está bem.

http://macacos-deuses.blogspot.com/2004/11/canas-de-senhorim.html

quinta-feira, 23 de março de 2006

Os Neo-traidores

Gostaria de informar que não gosto da palavra “traidores”, para definir pessoas que têm os mesmos objectivos de um grupo (não os outros)… Utilizo-a numa perspectiva apenas e só humorística!... Assim sendo, considerem-me, desde já, o 1º dos neo-traidores!...

Durante o verão quente de 2005, a palavra “traidor” apareceu como definição de todos os que apoiavam a facção democrática “Só Canas”. Até então, traidor era todo aquele que negociava ou tinha relações, quase sempre no obscurantismo, com o Colmeia (presidente da Câmara Municipal de asnelas)... Nem que para “levar a água ao seu moinho” tivessem de fazer o exorcismo da “luta”!

Na altura, fiquei triste (como se pode comprovar por um post algures no blog)! Se aqueles homens e mulheres traíram, não foi a luta pela restauração do concelho de Canas de Senhorim, mas sim o MRCCS e as suas estratégias… Essa mesma contradição ficou espelhada no carro alegórico do Rossio do Camelo, em que, pelo menos duas pessoas não mereciam, de todo, estar coladas a tão repugnante “animal” (bem se calhar até são mais, mas essas duas deixaram-me especialmente sentido)!...

Com as eleições, o MRCCS foi eleito também com base numa relação, mais ou menos normal, com a câmara saída das autárquicas (bem, aqui teríamos outro mito, mas agora não me apetece!). Assim, essa relação passa a ser definida segundo a nomenclatura do verão quente por parte de alguns militantes MRCCS como traidores… Eu chamo-lhes os neo-traidores!...

Neo-traidores, porque a parte de obscurantismo desapareceu… Neo-traidores, porque, por muito que possa parecer injusto para o núcleo duro (e até é!), o MRCCS são pelo menos 1000 pessoas. Estes, como os outros, ouviram o Candidato (agora Presidente) da Junta de Canas de Senhorim dizer que haviam dois caminhos: O do Concelho e o do investimento!

Aliás, foi mesmo essa a exigência do chamado grupo dos 69, para apoiar o MRCCS em detrimento da lista “Só Canas”.

No entanto, temos de reconhecer que estes neo-traidores são uma forte arma de propaganda do simpático e romântico executivo camarário. A Drª Curandeira e demais vereadores, são os próprios a fazer a distinção entre traidores e neo-traidores. Podendo não ser verdade, os traidores canenses são-o também da nova coligação “todos juntos pelo concelho de nelas”, que “manda” nos destinos do município, o que faz dos neo-traidores de Canas aliados da câmara!... Tudo isto na sua perspectiva (e não só!)…

No pensamento dos neo-traidores fica sempre a sensação de “venda da Alma ao Diabo”! Tenhamos sempre a consciência que se os neo-traidores fazem bem tentar trazer desenvolvimento a Canas de Senhorim (onde é que ele está?), a Drª Curandeira usará isso contra a nossa outra luta: A da restauração do Concelho! O que, ainda assim, é bem melhor que no tempo do Colmeia que usava a restauração do Concelho para prejudicar o investimento!

terça-feira, 21 de março de 2006

Um Mito V (A Lenda dos dois cavalos)

Há pessoas que não sabem porque o brasão de Canas de Senhorim tem dois cavalos empinados… Eu também não sei pormenores (mas há quem saiba)!...
Durante as invasões árabes na Península Ibérica uma população fez a vida negra aos mouros (tipo a aldeia de Asterix)… Essa população era Canas de Senhorim (ou as terras que hoje comporta)!...
Quando os mouros se preparavam para invadir a localidade os populares socorreram-se de 2 cavalos (há quem diga que até eram burros) para levantarem uma nuvem de pó com a finalidade de parecerem muitos os que defendiam a Vila!... Ao longe, os mouros, pensaram que se tratava de alguma legião romana e fugiram a sete pés!... Canas de Senhorim ficou defendida, mas, só por mais alguns tempos!...

O dono dos cavalos (ou burros) chamava-se Luisorum Castanheirum, pelo menos é assim que está denominado nas escrituras investigadas da época, sendo um nome tipicamente romano, historiadores há, que afirmam que ele teria outro nome indígena, não aparece na literatura.Luisorum Castanheirum ganhou pelos seus serviços… Vá, adivinhem? É claro!... Um petisco da época em que assavam crias de porco!... Teria direito a esse repasto até ao fim dos seus dias, em todas as luas cheias!...

Um Mito IV

Toda a gente sabe que o Ex-presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio, conhecido carinhosamente por estas bandas com o cognome “O Aldra”, Veta uma lei que permitia a aprovação de uma outra, que tinha como finalidade Canas de Senhorim ser Concelho!... Sim ele Vetou!...
Um Veto político obriga apenas a que a Lei (ou decreto – Lei) seja de novo votada por maioria absoluta (mais de 50%). No entanto, há Leis, que, depois do tal veto, necessitam de uma votação ainda mais reforçada, ou seja, maioria qualificada (mais de 66%)… A Lei quadro dos municípios, a Lei da água, as Leis relacionadas com a defesa Nacional, entre outras… Quando vetou, o presidente, se calhar, até nem sabia isso, mas alguns do PSD, PS e Casa Civil sabiam-no!... Lixaram-nos, foi o que foi!...

Mas, é claro, que o núcleo duro do MRCCS, liderado pelo terrível Luís Pinheiro, também sabia isso!... E deixou a população festejar um mês sabendo que era tudo um Show Off. Com o encobrimento, Luís Pinheiro (e alguns do MRCCS) ganhou 10 Jantares no “Rui dos Leitões” e uma aprovação em zona de reserva agrícola algarvia de um empreendimento turístico, permitindo-lhe que deitasse abaixo 1432 sobreiros…

o inicio de Um Mito III

Há meses atrás falei do movimento “MAPLL” (Movimento Acarta Placas da Lapa do Lobo)… Os movimentos de cidadania nas freguesias é importante!... Monstra uma certa evolução positiva da democracia… Fico feliz (e não estou a ser cínico)!...

Como é do conhecimento público, o governo prepara-se para unir freguesias, centralizar Assembleias de Voto, fechar serviços… Lapa do Lobo será, por ventura, uma das Aldeias a perder o estatuto de Freguesia e, quiçá, a sua Assembleia de Voto… Para que isso não aconteça necessita urgentemente de eleitores… Mais de 1000!...
O que fazer então?...
Pede-se aos amigos de Canas de Senhorim para se tornarem eleitores da Lapa do Lobo!... Criaram então mais um Movimento Cívico, o MAEFLL (Movimento de Angariação de Eleitores para a Freguesia da Lapa do Lobo)!... Serão necessários 300 eleitores (digo eu!)!...

Como é óbvio, o MRCCS liderado por Luís Pinheiro, prepara-se para “ganhar” alguma coisa com essa situação… Por cada eleitor de Canas que mude para a Lapa, o terrível Luís tem direito a um leitão (no “Rui dos Leitões” – em Coimbra). Depois da sociedade entre o Presidente da Junta de Canas de Senhorim e o Sr. Salomão em empreendimentos nos Algarves, os dois preparam agora uma nova parceria… Vivam os Movimentos Cívicos!... Vivam as crias de porco…
Uma pequena informação que é boa para todos nós! O “Rui dos Leitões” prepara-se para investir em Canas de Senhorim… Vai abrir um restaurante!

segunda-feira, 20 de março de 2006

o inicio de Um Mito II

Um Tabu, iniciou mais um mito canense!... Contudo, este mito parece-me ser algo realmente sentido, e sem querer lançar atoardas…
Por isso, o mito inicia-se, não por responsabilidade do sujeito, mas por imaginação dos leitores… Eu cá imagino o que os outros imaginam, tornando-se, por isso, uma teoria minha (e só minha, outras haverá) que parte de axiomas, como sempre porque vem de mim, facciosos!...

Uma facção, controlada pelo núcleo duro do MRCCS (os terríveis), da direcção dos bombeiros, vendeu, a troco, por ventura (porque eu ainda na vi os recibos), de meia dúzia de leitões no “Rui dos Leitões” (salvo erro na Mealhada), o espólio da Museu Arqueológico de Canas de Senhorim… Bem, o Museu Arqueológico até é dos Bombeiros, ficará melhor dizer Museu Arqueológico dos Bombeiros de Canas de Senhorim… Sim, porque os bombeiros são de Canas de Senhorim… Digo eu!...
Do mito nunca se entendeu quem afinal comeu (ou vai comer) as crias do porco, mas isso também não interessa nada!... O Importante é que Luís Pinheiro comeu (ou vai comer) bastante, regado com um excelente espumante!...
A Ara votiva de Bezencla, afinal foi adorada em 3589 AC em Currelos, era deles!... No entanto perto de 2564 AC um Movimento de Arruaceiros e Ladrões de Aras Votivas, também conhecido por MALAV, trouxe-a para as terras hoje conhecidas por Canas de Senhorim…
Esta pedra em granito, foi agora restituída (vendida por 30 dinheiros, ou crias de porco) as descendentes de da população das terras de Carregal do Sal…
A MALAV tinha aquela actividade porque visava a separação da tribo comandada pelo terrível Correlevix Caleninuy, mas muitos da população das agora terras de Canas de Senhorim, não concordavam com essas actividades arruaceiras da MALAV (liderado pelo Luiziñy Euclatipt) e por isso o objectivo foi por “água abaixo”, não sem antes os membros dos pré-terroristas empalarem mais de 100 pessoas que eles consideravam traidores da causa!...

Caçadores de Mitos investigam agora a sua possível veracidade… A ver vamos, como diria o cego!...

sábado, 18 de março de 2006

Por Quem Não Esqueci (eu não esqueci!)

Só hoje descobri o lema do Blog Por Quem Não Esqueci:
Para mim tanto faz
Que digas coisas boas ou coisas más
Ou mesmo que inventes…
Boa!... Um bom lema para um blog!...
Só tenho pena que neste momento tenha outro lema:
Sei que não vou estar por aqui, mas vou andar por aí!...
Reapareça!...

sexta-feira, 17 de março de 2006

o inicio de Um Mito

De facto, este executivo camarário da Drª Curandeira, resolveu iniciar reuniões entre os Vereadores e os Presidentes de Junta, todos os meses com vista a debater os problemas das respectivas freguesias… Porque os Presidentes da Junta até têm outros empregos resolveram fazer-se a reunião durante um Jantar!...
De facto, quem paga o repasto é a Câmara (em última análise, somos nós todos)…
Na minha, modesta, opinião esses jantares de trabalho não deveriam existir (os jantares!)… Dá mau aspecto!...
De facto, Luís Pinheiro tem de se sentar com muita boa gente…
Lá está, se ele vai a reunião é porque está a vender a luta e a sentar-se com pessoas “non gratas”, se não vai está “cagar-se” para o desenvolvimento da Vila e a não tomar assentos quando estão a ser discutidos assuntos de interesse para Canas de Senhorim…
Como diriam os brasileiros: “se ficar o bicho pega, se correr o bicho come”!...
Bem… pelos vistos até comem!... E bem!...
Como é óbvio, Luís Pinheiro vai ficando com os excedentes das facturas das jantaradas e aplicá-lo num empreendimento em Vila Moura… Já é o 3º!... Só que este parece que tem como sócio o Sr. Salomão!...

HTTP 403

HTTP Error 403
403.6 Forbidden: IP address rejected
This error is caused when the server has a list of IP addresses that are not allowed to access the site, and the IP address you are using is in this list.
Go away!
eeehhhh

quinta-feira, 16 de março de 2006

Explosões Vs Implosões (Teoria da Luta)

Explosão
Deflagração acompanhada de grande ruído; produção e saída violenta de gases comprimidos; estoiro, estampido, detonação; manifestação súbita e violenta de sentimento, de paixão; arrebatamento.
Implosão
Rebentamento para dentro
Conjunto de explosões combinadas, de forma a, que os seus efeitos tendam para uma área limitada central; fenómeno de colapso para o interior das paredes de um recipiente sujeito a uma maior pressão no exterior do que no seu interior.

Uma luta para se tentar atingir algo só é visível com “explosões”, mais ou menos, periódicas! As Razões têm de ser visíveis do exterior e quanto maior for a explosão, maior é a perceptibilidade. Pela mesma relação directa, quanto menos for o rebentamento menor a visibilidade… Podendo mesmo chegar a um “bufo” que só é ouvido por quem o dá ou por quem está “profissionalmente” atento!...
Temos as explosões controladas e as blindadas! As primeiras são “show off”, porque não aleijam ninguém e a sua visibilidade é querida por todas as partes… As segundas “abafadas” pela parte visada ou, quase sempre, pela comunicação social, que só blinda quando quer e como quer, seguindo interesses, para mim, obscuros!...
Uma explosão tem também efeitos colaterais, não só nas partes beligerantes como nos inocentes ( e a estes é que aplicaria o termo “danos colaterais”)…
Os resultados nas pessoas duma explosão, quase sempre, deixa marcas, muitas incuráveis (Por exemplo uma explosão atómica ou biológica) e são estas que implodem as partes…
Ao provocarmos uma explosão de visibilidade com vista a atingir algo de uma outra parte, também tem consequências do nosso lado… Até porque, uma grande explosão de visibilidade vai contra filosofia de muitas pessoas… Um outro teorema diria que quanto maior é a explosão de visibilidade, maiores são as consequências internas!... E, por vezes, são mais as internas que as externas!...
Essas consequências internas, que denomino de implosões, são responsáveis por ser cada vez mais difícil haver consensos alargados para novas explosões de visibilidade… As razões mantêm-se, mas a luta implode!
Contudo, uma implosão, também pode ser sinónimo de renovação… Deitar abaixo algo, para fazer melhor, é esta a perspectiva!...

Concluo portanto, que uma explosão de visibilidade numa luta deve ter objectivos claros e definitivos da parte que a provoca, porque toda a luta pode ser vítima de implosão caso se perpetue no tempo…

E o Teorema :
OL = (nEx X qEx) : Dt (nIm X qIm)

Em que :
OL – Objectivos da Luta
nEx – nº de Explosões
qEx – Qualidade das Explosões
Dt – Período de Tempo
nIm – nº Implosões
qIm – Qualidade das Implosões
Cingab Concob (11-3-2006, 23:30h)

Os Lusíadas

Pela a manhã, a professora pergunta ao aluno:
- Diz-me lá quem escreveu "Os Lusíadas"?
O aluno, a gaguejar, responde:
- Não sei, Sra. Professora, mas eu não fui. - E começa a chorar.
A professora, furiosa, diz-lhe: - Pois então, de tarde, quero falar como teu pai!
Em conversa com o pai, a professora faz-lhe queixa:
- Não percebo o seu filho. Perguntei-lhe quem escreveu "Os Lusíadas" e ele respondeu-me que não sabia, que não foi ele...
Diz o pai:
- Bem, ele não costuma ser mentiroso, se diz que não foi ele, é porque não foi, já se fosse o irmão...
Irritada com tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e , na passagem pelo posto local da G.N.R., diz-lhe o comandante:
- Parece que o dia não lhe correu muito bem...
- Pois não, imagine que perguntei a um aluno quem escreveu "Os Lusíadas" e respondeu-me que não sabia, que não foi ele, e começou a chorar.
O comandante do posto:
- Não se preocupe. Chamamos cá o miúdo, damos-lhe um "aperto" e vai ver que ele confessa tudo!
Com os cabelos em pé, a professora chega a casa e encontra o marido sentado no sofá, a ler o jornal. Pergunta-lhe este:
- Então o dia correu bem?
- Ora, deixa-me. Hoje perguntei a um aluno quem escreveu "Os Lusíadas". Começou a gaguejar, que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a chorar. O pai diz-me que ele não costuma ser mentiroso. O comandante da G.N.R. quer chamá-lo e obriga-lo a confessar. Que hei-de fazer a isto?
O marido, confortando-a:
- Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vais ver que se calhar foste tu e já não te lembras...

PS.: Para os mais distraídos, informo que, quem escreveu “Os Lusíadas” foi José Saramago!