segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Construir

O destino da humanidade está escrito no coração e no espírito de Deus, que determina o rumo da História. O Pai coloca nas nossas mãos a tarefa de começar a construir, aqui na Terra, o Reino do Céu que o Filho veio anunciar e que se cumprirá no fim dos tempos.

João Paulo II

in "Lições para a Vida"

Pedindo já desculpa aos digníssimos contribuidores por colocar este post que, por ventura, vai contra a sua postura laica, tem tudo a ver com Canas de Senhorim e com tudo mais… Se “beliscar” alguma sensibilidade eu retiro sem quaisquer problemas! Esta é só a minha opinião e visão das coisas!

O nosso problema passa por construir!

Ruas, infra-estruturas, subsídios e outras coisas mais materiais, mas também o respeito, a tolerância, humildade, a equidade e outras coisas mais transcendentes (ou não), são a base da felicidade!...

O que nos separa devem ser sempre os meios e nunca os fins!

Cada um é responsável pela felicidade dos outros e pela sua construção. A cada um devem ser facultados os meios para atingir a sua realização plena e pelas suas construções…

Nos dias de hoje a crítica e a discussão de ideias serve apenas para estar parado, por conservar um certo “deixa andar” que as coisas vão resolver-se!... Ou então, discutimos ideias e criticamos numa perspectiva de não acreditarmos nas construções comunitárias, nos ideais de todos. Por não estarmos disponíveis para a “guerra”, por estarmos cansados, porque perdemos a esperança!

Vai ao ponto de baixarmos os braços porque pensamos estar num beco sem saída… Ou então consideramos que os caminhos a percorrer não nos levam a lado nenhum… Estamos sem forças!...

Confundimos ideias basilares com teimosia, rumos com traições, querer com poder, humildade com falta de personalidade, votos com cartões vermelhos do futebol… Vendemos ideais por ideias…

O Mundo não está parado!...

Deveríamos deixar esse Mundo um pouco melhor do que o encontrámos… O mundo começa em mim (utilizando uma perspectiva mais ou menos egocêntrica), passa pelas famílias, pela comunidade, pelo país, por organizações de países e comunidades… Enfim, por uma sociedade global que tem como principal defeito esquecer-se do indivíduo ou de situações mais locais!...

A história somos nós que a fazemos, a história começa pela minha capacidade em construir… A história é-nos contada sob muitas formas!...

As pirâmides do Egipto são história “pura”, consideradas até como umas das 8 maravilhas do mundo… Mas quantas pessoas morreram?... Quantos ódios causaram?... Quantas guerras iniciaram?

O que será mais importante? O fim ou as pessoas que caiem pelo caminho? A nossa história ou a história da humanidade?

Salvaguardando as respectivas comparações (ridículas até), quer-me parecer que as famílias e comunidades estão acima do indivíduo, devendo, no entanto, respeitarem-se as suas “construções”!