sábado, 1 de março de 2008

Marchar, marchar!

Sem dúvida que esta problemática da educação dá aso a muitos comentários...

A mim, sempre me causou alguma confusão (quando era aluno no ensino e até ao 12º ano), o tempo livre e férias dos professores. Enquanto dirigente da associação de estudantes nos “meus verdes anos” e depois de ter casado com uma professora mantive a opinião... Algo precisava de ser mudado...
A estratégia socrática para iniciar as necessárias e urgentes reformas foi isolar os professores (principalmente os sindicatos) colocando a opinião pública contra estes, utilizando os argumentos que eu atrás referi e outros como os aumentos salariais...
Nas escolas os alunos aproveitaram para levantamentos contra aqueles que deveriam ter a autoridade.

Como se pode não reprovar alunos que não sabem nada das matérias?
A maioria dos pais considera os professores apenas e só alguém que toma conta dos seus filhos, mantendo os “filhinhos” ocupados entre as escolas, os ATL's, as explicações, natação, música e aos fins de semana num qualquer desporto ou nos escuteiros... Não é para eles aprenderem nada, apenas mantêm-nos ocupados...

Os professores têm é de exigir ficar nas suas escolas 35 horas semanais a fazer o que têm de fazer, preparar aulas, seguir alunos com dificuldades, tirar dúvidas a outros, corrigir testes e tudo o resto que é da sua obrigação mas, ao mesmo tempo, exigir salas com material adequado ao trabalho individual dos professores, nomeadamente computadores, impressora, scaner's, livros, cadernos, lápis, esferográficas, acesso à internet (obviamente com regras)... Poderiam chegar até ao cúmulo (mas só para provocar um pouco), de pedir telemóveis e carro para contactarem aos alunos ou pais por um qualquer motivo académico...

Pergunto:
Porque tenho de ser eu, casado com uma professora, a pagar internet para os filhos dos outros, a gastar papel, canetas, tinteiros e eu sei lá que mais? Porque tenho de aturar eu, a minha mais que tudo, a corrigir testes até às 4 da manhã?

De facto, Portugal tem bons professores, têm aquilo que se chama espírito de missão, têm aquilo que me leva a dizer que eu nunca o seria, não por falta de conhecimento, mas por falta desse espírito... Mas, talvez seja tempo de dos professores fazerem valer os seus direitos laborais e tratarem a sua profissão como uma qualquer outra... Os padeiros também são óptimos profissionais... Se bem que fazer uma carcaça não deveria ser a mesma coisa que educar um futuro cidadão...

1 comentário:

Pedro Matos disse...

Ora nem mais...
100000% de acordo....
Namoro com uma professora e quando ela chega a casa...está cansada destas merdas todas e isso reflecte-se na nossa relação!

Já nem falo das inúmeras reuniões marcadas para alturas em que é suposto ela estar em casa a JANTAR! Sim...a esta hora anda em reuniões!!!!!

Isto admite-se onde??? E se tivesse filhos?

Que País de merda temos...é típico dos Portugueses!