segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Do assim não!

Não há mulheres detidas pelo crime de aborto em Portugal.

Em 2005 realizaram-se 906 abortos legais em Portugal.

Em 2005 houve 73 casos, e não milhares, de mulheres atendidas na sequência de abortos clandestinos.

O número de abortos clandestinos está calculado em 1800 por ano.

62% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares superiores a 65.000 euros por ano.

6% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares inferiores a 7000 euros.

Em todo o mundo, o aborto sem invocar qualquer razão é permitido em 22 de um total de 193 países.

A pílula do dia seguinte é comercializada em Portugal desde 1999, sem necessidade de receita médica. É dispensada gratuitamente em centros de saúde desde 1 de Dezembro de 2005.

A taxa de natalidade em Portugal baixou para metade nos últimos 40 anos.

Em 2005, a média de filhos por casal foi de 1,5, tendo-se registado apenas 109.000 nascimentos, permanecendo abaixo do nível de renovação das gerações (2,1).

Em 2006, a Alemanha aprovou um incentivo à natalidade de 25 mil euros por cada nascimento.

2 comentários:

Farpas disse...

Nessa lista há argumentos e factos com os quais concordo e outros que para mim não têm nada a ver... ou seja, não é uma lista muito bem definida o que acaba por se compreender sendo da autoria do «Voto "Não" porque quero o "Sim" e o "Sim" não devia ter limite de tempo»...

foundrymen disse...

Listas todos podemos fazer e enumerar.
Fixemo-nos nos últimos números que refere sobre a natalidade, Portugal não é um espaço fechado, nem a Europa coincide com o Globo.
Se é verdade que a europa necessitará, para manter os actuais níveis de produção e bem estar, cerca de 5 milhões de pessoas nos próximos 50 anos (são estudos bem fundamentados que o referem) é uma evidência que nos últimos 25 anos a população mundial passou de 4 mil milhões para 6 mil milhões, com a particularidade de termos passado de 2 mil milhões de pobres (pessoas que vivem com menos de $2,00 USD / dia) para 4 mil milhões.
Prevê-se que nos próximos 15 a 20 anos a população atinja os 8 mil milhões.
Tudo o que aqui relato pode ser consultado em documentos da Nações Unidas ou na obra de António Almeida Santos, um dos poucos portugueses que estuda e publica sobre o assunto.
Como se vê, a questão da natalidade não é argumento para o não, nem poderá sê-lo, porque os números apresentados, quando se olha só para o velho continente são no mínimo enganosos e egoístas.
Quanto ao referendo, por cidadania , claro que voto sim.