terça-feira, 21 de abril de 2009

Ser canense!


Ora então!
Seguindo o repto do @Sr. Fulano Tal sobre a questão o que é ser Canense, apraz-me dizer o seguinte:
Em primeiro, como nas questões de nacionalidade, a pessoa deve ser aquilo que quiser... Para se ser canense basta de no seu BI conste num dos campos, naturalidade ou residência, as palavras Canas de Senhorim... Indo um pouco mais longe, podem ser até todos em que, num seu BI, já constou a residência Canas de Senhorim, que, por um motivo ou por outro, teve de alterar... De fora, está o motivo daqueles que não queriam/querem ser canenses, apesar de estatisticamente o serem!
Também poderíamos considerar uma versão poética do “Ser Canense”:

Ser Canense é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Se repararem bem no poema e Florbela Espanca (atenção: não Floribela) retrata bem o que é ser Canense... Reparem, entre várias interpretações possíveis, no morder e beijar, nos mendigo que dá a quem precisa reconhecendo que há sempre alguém pior que nós. São todos aqueles mil desejos de passeio, ruas, industrias, conselho, enfim... Desenvolvimento... O condensar tudo num só grito, num misto de indignação e desejo... É ter garra, força e poder nas convicções... É amar Canas de uma forma dolorosa e despojada, é tê-la dentro de nós... É gritar orgulhosamente “Canas de Senhorim”!...
É ser canense é ser diferente... E já se pode considerar um provérbio a frase:
- Parece que és de Canas!... - Com tudo de mau e de bom que isso comporta!...

1 comentário:

Papoila_Rubra disse...

Caros amigos,

"José Afonso", figura ímpar da cultura portuguesa, que trilhou, desde sempre, um percurso de coerência na recusa permanente do caminho mais fácil, da acomodação, no combate ao fascismo salazarista e pela liberdade e democracia, é tema de um selo que está em 5º lugar. Precisamos do voto de todos para que se faça um selo em sua memória e em louvor à Liberdade.
Num período de exaltação de valores salazaristas, devemos contrapor com os nossos defensores de Abril!

“Venham mais cinco!!
Traz um amigo também!”


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Abril, SEMPRE!!

Davide da Costa