quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Vitimas

Não me levem a mal, mas isso que se diz sobre guerra entre Israel e seus vizinhos não me cai bem!... Bem sei que alguns me irão acusar de xenofobia, intolerância e outras coisas que tais (quiçá até pedófilo!)… Contudo, escrevo na mesma…

O território que agora é Israel foi cedido pelos Ingleses depois da II Grande Guerra, toda aquela região (especificamente aquela região) já foi de muita gente, para mim ele é de quem lá está, esteve e estará!...
A Europa, e os europeus, depois de campanhas atrás de campanhas exigindo tolerância, (até eu andei com um logótipo cravado numa camisa a dizer “Todos diferentes, todos Iguais”) tornou-se amorfa!... Cobarde até!... Os “intolerantes” usam a nossa cultura tolerante e democrática para praticarem actos dos mais terríveis, jamais feitos pela humanidade… Mas, a Europa, atira com diálogo e tolerância… Culturas diferentes, dirão alguns!...
Toda a Paz que se pode alcançar será sempre podre! Logo não é Paz!...
Para os radicais, principais responsáveis pela violência, a única meta a atingir é a desaparecimento de Israel. Se esse dia surgisse, seria o desaparecimento da Europa tal como a concebemos, dos EUA, da Austrália o outro passo a seguir…

Desculpem, mas não posso aceitar, que um ser humano diga que entrega nas mãos o seu filho de 9 anos a outro ser humano (que usa turbante e se diz líder religioso) para ser morto… Não aceito que hajam pessoas neste Mundo que se disponibilizam para guardar armamento, como escudos humanos, sabendo que, esse armamento vai ser bombardeado… Não aceito que a tolerância que tenho para com os outros seja, exactamente, usada contra mim!... Não aceito que se diga que o holocausto nunca existiu, pela mesma razão que não digo que a Inquisição nunca matou ninguém, ou as Cruzadas foram um orgulho Europeu em terras de infiéis… Achei de profundo mau gosto as caricaturas do Profeta com uma bomba na cabeça, da mesma maneira que achei em relação ao Papa com um preservativo no nariz, mas é a liberdade de expressão, a mesma que eu quero para mim…

Também não gosto do pensamento israelita do “os dois olhos por um olho, toda a “cremalheira” por um dente”, já que a minha tolerância vai ao ponto de considerar exagerado o “olho por olho, dente por dente”… Mas…

Quem vê ou ouve as notícias fica com a sensação que em Israel não morreu ninguém, que 180 bombas num só dia disparadas pelo “Partido de Deus” foram parar ao mar ou eram fogo de artifício…

Não sei como se poderá resolver esta questão (acho que ninguém, honestamente, sabe), mas, reconheço, que não é a andarem a matar-se uns aos outros que se chega a algum lado… Ou, se calhar, no dia em que todos de uma das partes morrerem se chegue a algum lado… Já Hitler, tentou em relação aos Judeus e não conseguiu, já os cruzados o fizeram em relação ao infiéis e saiu-lhes o tiro pela culatra!...

Custa reconhecer que há vítimas dos dois lados? Custa aceitar o facto de Israel se querer defender?

1 comentário:

Mac Adriano disse...

Bom, já que agora nos é permitido comentar, cá vai (de qualquer maneira tens a moderação activada e, se não quiseres, não publicas). Eu também me pergunto o porquê de a opinião pública europeia se mostrar sempre tão condescendente para com os muçulmanos e tão crítica para com os israelitas. Cada vez me convenço mais que a Europa é anti-semita. Foi-o no tempo da Inquisição, foi-o com Hitler e parece-me que o está a ser de novo. Se Portugal estivesse rodeado de países árabes hostis, será que não tínhamos o direito de nos defender? As vítimas israelitas são completamente ignoradas. Os europeus preferem falar de "agressão israelita". Não importa que as crianças muçulmanas só morram porque os pais as deixam debaixo das bombas israelitas para defenderem os seus heróis do Hezbollah, que com eles se misturam. Depois, essas crianças mortas dão um jeito enorme para a propaganda da vitimização, sendo exibidas à frente das câmaras para que todo o mundo as veja. Entretanto, os israelitas respeitam os seus mortos e enterram-nos discretamente, sem qualquer tipo de espectáculo. Está visto que o espectáculo islâmico é que resulta bem perante os olhos europeus. Mas não deixa de ser estranho este ódio anti-semita contra aqueles que nunca nos fizeram mal e a exagerada condescendência para com os que nos ameaçam por todos os meios.